Economia Compartilhada

Em vez da parede do Trump, vamos construir uma borda de painéis solares

O presidente eleito Donald Trump pediu frequentemente que o México construa um muro no meio dos países. Realmente, existe um modo do México criar uma barreira entre os EUA e o México, construído especificamente no lado mexicano, com benefícios substanciais para o dois os países e para o planeta: uma fronteira solar.

A radiação solar nos desertos da norte do México é mais intensa que no sudoeste dos EUA por causa da menor latitude e padrões de nuvens mais favoráveis. E também os custos de construção e manutenção para usinas solares no México são consideravelmente mais baixos. Dessa maneira, a construção de uma longa série de tais plantas no decorrer do lado mexicano da fronteira seria capaz de gerar cidades de energia solar em ambos os lados mais rapidamente e mais barato do que construções semelhantes feitas do lado americano da fronteira. 

A energia solar já está sendo produzida em preços menores do que o de carvão. Com as plantas solares ao longo de vastas extensões da fronteira EUA-México de aproximadamente 2.000 milhas no lado mexicano, um recente rede de alta voltagem de corrente contínua (HVDC) poderia ser configurada a fim de transmitir energia de forma efetiva do matriz para centros populacionais. 

As linhas de energia perdem exponencialmente menos energia em longas distâncias do que linhas de energia tradicionais. As cidades que poderiam ser beneficiadas imediatamente incluem San Diego, Tijuana, Mexicali, Tucson, Phoenix, El Paso, Ciudad Juarez, San Antonio e Monterrey. 

Se construíssemos a correspondente o um terço da largura de um campo de futebol ao sul de toda a fronteira entre os EUA e o México, mais amplo em alguma áreas e mais estreito noutro, com um vasto espaço permitido para áreas povoadas e trechos de terreno irregular, geraria energia suficiente para também fornecer para Los Angeles, Las Vegas, Albuquerque, Dallas e Houston. Para as cidades dos EUA, seria uma maneira de obter energia mais barata e mais limpa do que eles podem de outras fontes.

Uma fronteira solar aliviaria diversos problemas binacionais. Por um lado, teria um resultado civilizante dentro de uma área perigosa. 

Como as usinas fazem o uso de medidas de segurança a fim de manter os intrusos fora, a fronteira solar servirá tal como uma cerca de fato, reduzindo a porosidade da fronteira, ao passo que produz benefícios econômicos, ambientais e de segurança em ambos os lados. Isso tornaria o tráfico de drogas, armas e pessoas ainda mais difícil para os cartéis criminais.

No México, a fronteira solar criaria um novo tipo de trabalhos de construção e tecnologia de alta ciência ao longo da fronteira, o que conseguiria absorver uma quantidade significativa de trabalhadores imigrantes que procuram entrar ilegalmente nos Estados Unidos. 

Mais relevante ainda, faria uma colaboração significativa para a luta global contra as emissões de carbono, visto que a eletricidade gerada seria neutra em carbono e a compra de tanta tecnologia solar reduziria seu preço. As plantas seriam construídas usando técnicas ambientalmente sensíveis com o objetivo de evitar a perda de habitat para espécies do deserto.

Além do mais, a rede poderia estender-se às costas, onde podiam ser construídas fábricas de dessalinização ecologicamente sensíveis para a produção de água doce, que podiam ser transportadas para as cidades e áreas agrícolas ao longo da fronteira que sofrem de insuficiência de água, um acontecimento que se agravará já que os efeitos do aquecimento global aumentam a desertificação. Isso reduziria as tensões e a preocupações com a segurança alimentar que vincularam a relações bilaterais ao longo de décadas devido ao concorrido abastecimento de água do Rio Grande e outras fontes de água compartilhadas.

Uma vez instaladas e comprovadas as instalações solares, outras áreas no México poderiam ser adicionadas à rede, aproveitando o know-how acumulado na nova força de trabalho pela experiência inicial de construção. O México tem imenso potencial como país produtora de energia solar, especialmente nos seus desertos de alto deserto central, que proporcionam a combinação mais favorável de clima seco, sem nuvens, de baixa latitude e relativamente frio para a geração solar. Potencialmente, todo o México poderia ser solar-powered um dia.

Como pagar por isso? 

Apesar de ser um grande investimento, o preço de geração de energia solar industrial continua a cair rapidamente, e porque a energia solar mexicana é mais barata para construir e manter do que as instalações comparáveis ao norte da fronteira, os investidores internacionais teriam incentivos fortes. Fortuitamente, as recentes reformas constitucionais do México incentivam o investimento estrangeiro e doméstico no setor de energia elétrica.

A construção da fronteira solar também ajudaria o México a atingir suas metas de mudanças climáticas obrigatórias, que incluem 35 por cento a produção de eletricidade renovável até 2024. As exportações de eletricidade de México para os EUA já existem há mais de um século e floresceu nos últimos anos, o que tornaria relativamente fácil obter garantias internacionais de empréstimo a longo prazo para usinas solares.

Se a iniciativa fosse enquadrada como um grande projeto carismático que tivesse o apoio total do governo mexicano, conquistando a admiração do resto do mundo, posicionaria o México como um líder mundial exemplar no combate às mudanças climáticas. México e os EUA seriam conectados por uma parede verdadeiramente bonita - um símbolo da unidade, visível mesmo do espaço.

Fonte: Huff Post.


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Conheça a 1ª usina solar compartilhada no Pará

A COOBER (Cooperativa Brasileira de Energia Renovável) localizada em Paragominas, no Pará, nasceu com o objetivo de gerar energia limpa e de modo consciente, através de placas fotovoltaicas, dentro de um município que já ganhou visibilidade tal como sendo um "município verde".

 Créditos de imagem:  Diário Online .

Créditos de imagem: Diário Online.

Contando com a participação de 23 membros (empresários, empreendedores e profissionais liberais), com idade média de 41 anos, chamados de sócios-fundadores. O projeto atraiu também simpatizantes em diversos os setores, atraiu a atenção dos estudantes da região recebeu auxílio da Prefeitura de Paragominas e do governo do Pará, além de entidades como a Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV).

Segundo informações de Raphael Sampaio Vale, presidente da Coober, a fundação ocorreu pautada na Resolução 687/2015 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprimorou a Resolução Normativa 482, de 2012, incentivando a geração compartilhada de energia renovável.

"Se fôssemos produtores individuais, iríamos necessitar de muito mais investimentos e ter maior trabalho, além de precisar lidar com diversas questões burocráticas e tributárias. Na Coober, são 23 pessoas que produzirão e consumirão a própria energia gerada, transformando cada uma em 'prosumidor' (expressão utilizada para denominar as pessoas que produzem e consomem seus produtos)", afirma Raphael.

"Todos nós estamos sendo consultados por pessoas de outras partes do país, que perguntam o motivo pela qual nos lançamos nessa empreitada. A resposta é simples: queremos gerar a própria energia elétrica que consumimos", enfatiza o advogado Raphael. "Nosso maior desafio é o pioneirismo da união de dois universos no Brasil: o cooperativismo e a produção de energia renovável. Nossa influência têm sido as usinas de energia renovável de outros países, em especial da Alemanha, que possui mais de 700 cooperativas de energia instaladas".

A presidente da Coober enumera os benefícios em gerar energia limpa através de condomínios compartilhados:

  • menor valor investido individualmente, uma vez que são 23 investidores;
  • mobilidade na produção, pode-se modificar de endereço sem se preocupar em efetuar mudança dos equipamentos;
  • desenvolvimento de uma cultura de colaboração;
  • melhor escolha/avaliação das opções - maior numero de pessoas pensando com o mesmo objetivo;
  • melhor relação com a concessionária;
  • tratativas mais adequadas de benefícios e isenções fiscais.

De acordo com informação presente no site da Prefeitura de Paragominas, o investimento inicial da Coober é R$ 700 mil a R$ 1 milhão. Na primeira fase, a geração de energia, através da usina de fonte solar fotovoltaica, ficará entre 12.000 e 17.000kWh/ mês, que serão injetados na rede de distribuição da concessionária local (CELPA). Então a concessionária será informada para creditar determinado percentual da energia gerada na unidade consumidora e conceder os devidos descontos na conta de luz dos cooperados, o crédito é baseado segundo a média de consumo de cada cooperado. A usina está instalada no distrito industrial do município, em área de aproximadamente 17.000m².

Tá vendo como o condomínio solar já é realidade hoje no nosso país? Não perca tempo e comece também a utilizar energia limpa mais barata e acessível. 

Fonte: EasyCOOP


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Economia colaborativa, uma saída na crise

o Brasil lidera o desenvolvimento da economia compartilhada na América Latina.

Condomínio Solar: O que é?

Condomínio solar - também conhecido como geração solar compartilhada - refere-se a uma usina solar com eletricidade distribuída para várias famílias ou empresas.

 Condomínio solar caracterizado pelo conjunto de lotes solares

Condomínio solar caracterizado pelo conjunto de lotes solares

O principal objetivo do condomínio de energia solar é de possibilitar que os membros da sociedade interessados nessa proposta tenham a oportunidade de compartilhar dos benefícios dessa energia, mesmo que eles não tenham acessibilidade ao telhado ou prefiram não instalar painéis solares em sua propriedade. Os participantes do projeto beneficiam-se da eletricidade gerada pelo condomínio que custa menos do que o preço que seria normalmente pago pela energia nas distribuidoras.

Condomínio solar é o mesmo que energia solar compartilhada ou colaborativa, em Português, pois tem vários donos da mesma usina. A configuração jurídica de um condomínio pode ser formatada via cooperativa ou consórcio. São categorias jurídicas referente a formação de entidades legais, não categorias de geração de energia. A Resolução Normativa 687/15 da ANEEL define claramente o autoconsumo remoto e geração compartilhada como formas que possibilitam o modelo de condomínio solar.

 

O que a comunidade solar não é

A seguir estão algumas das abordagens que às vezes são confundidas com o condomínio solar:

Compras Coletivas: Grupos de ofertas de compras permitem que um grande número de famílias ou empresas comprem os seus próprios sistemas solares individuais com taxas a granel, através de negociações com uma empresa de instalação solar. Como tal, compras em grupo não resultam em um projeto comum, cada participante beneficia-se separadamente. Em contraste, num projeto de condomínio solar, todos os participantes beneficiam-se do mesmo sistema, que geralmente está localizado num pedaço de terra que não necessariamente precisa ser da propriedade de qualquer um dos participantes e funciona com geração remota.

Tarifa de energia verde: As tarifas de energia verde permitem que os clientes de uma distribuidora compram eletricidade a partir de usinas sustentáveis principalmente da geração de energia renovável solar e eólica. Aqueles que se inscreverem na tarifa verde geralmente não fazem com a finalidade de poupar dinheiro em suas contas de energia, mas eles pagam um preço extra para a eletricidade verde, gerada por parques solares ou eólicas. A participação em um plano de energia verde não resulta necessariamente na construção das usinas adicionais de energia renovável, pois a eletricidade pode ser proveniente de instalações já existentes. A maioria dos condomínios solares, por outro lado, são desenvolvidos com um objetivo principal de poupar o dinheiro dos participantes reduzindo as suas contas de energia com a construção das novas usinas.

Fundos de investimento: Um fundo de investimento junta recursos de um grande número de investidores apenas interessados em retorno financeiro. Sob esses acordos, a compra é configurada puramente como um investimento, e a energia gerada por esse sistema não está associada a fatura de eletricidade do participante nem precisa estar localizado na mesma região da distribuição, Estado, provavelmente nem no mesmo país. Os retornos desses projetos podem ser tributados, ao passo que os benefícios de uma central de geração compartilhada não o são.

 

Condomínio solar, valor mobiliário e impostos

Em condomínios solares existem duas modalidades: Os compradores dos lotes solares podem optar pelo uso da energia como auto geração, recebendo desconto na conta de energia ou comprar como um investimento financeiro com a finalidade de arrendamento para obtenção de lucro, do mesmo jeito que comprar um apartamento em um condomínio residencial para morar ou receber aluguel.

Para evitar leis de valores mobiliários complicados, aplicados no Brasil através da CVM, e a possibilidade de tributação associados, os desenvolvedores e administradores de projetos solares trabalham para assegurar que os seus projetos sejam juridicamente distintos dos investimentos convencionais, tributáveis. Isso é o interesse do próprio governo também se esforçando pela criação dos incentivos para a geração distribuída com fontes renováveis. Os participantes dos condomínios solares, portanto, compram diretamente os lotes concretos como se fosse loteamento residencial. Por estas razões, geralmente há regras que regem a participação nos condomínios. Por exemplo, os consumidores de energia participantes são os que estão geograficamente localizados dentro da área de concessão ou permissão de uma distribuidora caso de aluguel ou se a compra for com intuito de autogeração.

Crowdfunding Online: Empresas como a COSOL abriram o investimento em energia renovável para a população através de plataforma on-line permitindo que praticamente qualquer pessoa passe a investir em lotes de novas instalações de sistemas de energia solar. Diferente dos fundos de investimento, nesse caso cada investidor compra seu lote concreto identificado e cadastrado pela COSOL e não apenas uma quota de participação financeiro. Assim a compra do lote não é considerada um valor mobiliário mas sim um imóvel com geração instalada. Dado o proprietário pode usar o lote para o próprio consumo ou arrendar para terceiro no mesmo Estado da usina e a locação é independente do condomínio solar ou da plataforma intermediário, não configura investimento mobiliário pois o rendimento não advém dos esforços de terceiros, assim nem é competência da CVM.

 

 

Quais são os benefícios?

Por ser um conceito relativamente novo, novos grupos, empresas e consumidores em geral estão entrando nesta indústria de geração própria de energia. Por esta razão, é importante que qualquer um que considere uma vantagem utilize formas de comparação da energia solar em todas as ofertas disponíveis, incluindo opções de instalação nos telhados, a fim de encontrar o que oferece o melhor valor para eles.

Em poucas palavras, um condomínio solar oferece a oportunidade para praticamente qualquer pessoa poder gerar a própria energia solar, sem a necessidade da instalação de painéis solares em seu telhado ou sua propriedade. Isso é principalmente interessante em cidades verticais onde as pessoas não tem acesso ao telhado e mesmo em casas onde o riso de furto ou sombreamento futuro é considerável.

 Resumo de como funciona uma geração remota, através do condomínio solar. - Créditos da imagem: Prátil.

Resumo de como funciona uma geração remota, através do condomínio solar. - Créditos da imagem: Prátil.

 

Benefícios financeiros do condomínio solar

Graças principalmente ao sistema de compensação, em um número crescente de Estados, a opção de geração compartilhada de energia solar está ganhando força como principal meio para aqueles que não podem gerar a energia solar na cobertura de usufruir dos benefícios que os sistemas de energia solar oferecer.

Assim como um sistema de energia solar instalado em um telhado, o sistema de compensação permite que uma família ou empresa receba os créditos associados a um projeto de energia renovável com outros consumidores, os quais não compartilham de um mesmo medidor de eletricidade. Esses créditos valem tanto quanto o que eles iriam pagar pela eletricidade para a distribuidora. Por exemplo, cada unidade (quilowatt-hora ou kWh) de eletricidade gerada pelo condomínio solar será efetivamente descontado da conta de energia do participante em uma base de um para um; Se a parte do participante da planta produz 5kWh de energia elétrica em um determinado dia, eles receberão 5kWh de créditos de medição em sua conta de energia quais possa usar dentro de 5 anos.

Enquanto a compensação está ajudando a promover projetos de energia solar em todo o país, outros modelos já estão surgindo para permitir que os consumidores e desenvolvedores possam se envolver. Um relatório sobre o futuro da energia solar elaborado pelo Departamento de Recursos Energéticos de Massachusetts (FAZEDOR, sigla em inglês) sugere que outros programas podem suplantar o sistema de compensação, como cotas de medição estaduais que são preenchidos e modelos alternativos tornam-se mais comuns. Embora o relatório é para o contexto Massachusetts, suas observações se aplicam a outros Estados e Países também.

Os créditos tributários incentivam diretamente as empresas a financiar o desenvolvimento das usinas nos casos em que o condomínio possua insuficientes apetite fiscal (ou seja, eles não pagam o suficiente em impostos para beneficiar de um crédito de imposto). Eles também reduzem o custo de instalação de um sistema, assim a eletricidade do sistema fotovoltaica torna-se mais acessível, graças a capacidade em se beneficiar dos incentivos, incluindo governamentais federais e estaduais como isenção do ICMS, PIS e COFINS.

Embora projetos de energia solar compartilhados visem ajudar os participantes a economizar dinheiro, também pode haver casos em que os resultados ambientais ou sociais são o objetivo principal. 

 

Modelos de participação

Os projetos e programas solares compartilhados são normalmente oferecidos em dois formatos:

 

Projetos baseados em propriedade

Quando os projetos são baseados em propriedade, os participantes podem comprar seus painéis ou financiá-los através de um empréstimo concedido pelo desenvolvedor do projeto ou pelo seu próprio banco. Desta forma, os modelos baseados na propriedade são muito semelhantes aos da compra de um sistema, exceto, é claro, que nenhum sistema será instalado no telhado ou na propriedade do participante. Em vez disso, o participante irá possuir um determinado número de painéis na matriz, ou, em vez disso, um certo capacidade instalada expressado em kilowatts picos (por exemplo, 5 kWp) de capacidade total da planta solar (até 5 MWp no Brasil).

Nesses programas, os participantes só podem comprar lotes gerando energia suficiente para atender a seu consumo anual de eletricidade. A proporção correspondente a geração real do projeto serão creditados ao cliente através da sua fatura de eletricidade salvo arrendado para inquilinos.

 

Projetos baseados em aluguel

No modelo de condomínio solar baseados em aluguel, a participação é mais fluida: um o vários terceiros ou uma distribuidora irá desenvolver e possuir o projeto, podendo investir nele com o objetivo de aproveitar créditos fiscais associados e estender uma oportunidade para o público a participar . O projeto será geralmente administrado pelo diretoria do condomínio, que irá gerir as inscrições dos participantes e de faturamento. Ou seja os proprietários dos lotes, se quiserem podem arrendar-los para outros consumidores.

Os detalhes do programa podem variar, mas a maioria exigem taxas iniciais para se juntar ao mesmo tempo oferecendo economias de imediato. Neste caso, a subscrição de um projeto de condomínio solar é semelhante a inscrever-se para usar energia verde, exceto que em vez de pagar um prémio para energia limpa, os participantes vão pagar um preço mais baixo para a sua eletricidade.

Tal como acontece com projetos baseados em propriedade, há limites para a participação. Os inquilinos e proprietários autogeradores devem residir na área da distribuidora do condomínio, e a sua cota de energia através do projeto não ultrapassará 90% do seu uso de eletricidade.

Programas baseados em assinatura permitem que os participantes entrem ou saiam facilmente. Se um assinante decide optar por sair ou mudar para uma área de distribuição diferente, seu lugar será aberto para o próximo participante aspirante na fila de espera.

Referência: EnergySage


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Empresas geram e compartilham energia solar

Conheça esse modelo e entenda os benefícios! 

6 dúvidas frequentes sobre energia solar

Deixar a casa iluminada, ligar a televisão ou o computador, tomar um banho quente e saber que este consumo, além de ajudar o planeta, ainda vai representar uma bela economia na conta de luz. Ganhos assim, são possíveis quando se investe neste sistema alternativo de geração elétrica.

Utilizar a energia de maneira inovadora, sustentável e inteligente através do que a natureza nos oferece gratuitamente: o sol. Uma fonte de energia inesgotável e não poluente. Um verdadeiro presente do meio ambiente para as nossas vidas e que podemos recompensa-ló fazendo uso da energia solar, diminuindo o impacto que causamos no nosso querido planeta.

Apesar de ser um assunto em alta nos tempos atuais, ainda existem algumas dúvidas sobre energia solar. Por isso, resolvemos clarear o assunto, respondendo alguma das questões mais frequentes. Confira!

As 6 questões mais frequentes: 

  1. A geração de energia é suficiente para suprir toda uma casa? R: Sim. O sistema de geração fotovoltaico é modular e você vai utilizar a quantidade de placas referente a sua necessidade de consumo. No caso de condomínios solares, você comprar um lote que produza uma geração equivalente ao seu consumo.
  2. O que acontece se ocorrer uma produção de energia maior do que o meu consumo? R: A geração de energia pode ocorrer em um nível maior do que o consumo, devido a um mês com um alta na incidência da radiação ou mesmo por conta do consumo ter sido considerado baixo em um determinado mês. Nesse caso será gerado um crédito de energia que poderá ser utilizado no período de até 36 meses.  
  3. O que significa dizer que o sistema é conectado a rede? R: Que dizer que a sua unidade consumidora não será independente da rede. O sistema de geração fotovoltaico gera uma "energia secundária" que utiliza a sua rede de energia já disponível pela distribuidora. Ou seja, não é necessário instalar uma rede diferente. 
  4. É possível ter energia mesmo nos dias frios ou nublados? R: Sim. É possível gerar energia nesses dias, pois o nível de radiação no Brasil é bom, mesmo que esteja nublado. Lembre-se que as placas geram energia a partir da radiação e não da temperatura. 
  5. Como funciona o Programa de incentivo Geração Distribuída? R: Em dezembro de 2015 foi lançado pelo Ministério de Minas e Energia o programa conhecido como ProGD que conta com linhas de incentivo para a geração de energia, especialmente a solar, no Brasil. O programa conta com incentivo no financiamento, melhorias na tributação para diminuir os gastos com o processo, formação de mão de obra e outras medidas afim de fomentar a geração de energia solar.
  6. Como funciona um condomínio solar? R: O condomínio solar é uma fonte de geração distribuída e economia compartilhada. Ele funciona como Sociedade de Proposito Específico onde várias pessoas podem comprar uma quantidade de placas instaladas no condomínio, chamadas de lotes solares, de acordo à sua necessidade de consumo. Uma das principais vantagens em utilizar os condomínios é a economia proporcionada pela instalação em grande escala das placas, proporcionando o barateamento da instalação ao invés de sistemas individuais no telhado, que ainda possui preços elevados. O Responsável pelo condomínio encaminha os dados de todas as unidades consumidoras participantes para a distribuidora de energia e essa disponibiliza a chegada da energia gerada no condomínio até a sua casa ou empresa. Além do fator econômico, se preferir você poderá comprar um lote e aluga-lo para terceiros, estes receberão a geração de energia produzida e você receberá a quantia referente ao valor do aluguel pago, da mesma maneira que o aluguel de imóveis residenciais. 

Com essas questões esclarecidas é possível mensurar o quanto a energia solar contribui na nossa economia, não é mesmo? 

Ainda tem dúvidas? Escreve aqui nos comentários que buscaremos responde-las.


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Energia solar faz empresário diminuir conta de luz de R$ 4 mil para R$ 80

Embora da tecnologia possibilitar desfrutar o beneficio da luz do sol para gerar energia solar, oferecendo uma capacidade de economia e de preservação do meio ambiente, os equipamentos não são populares pois ainda são caros. Porém isso não foi um empecilho para um empresário de Recife que fez as contas e percebeu que, em oito anos, conseguirá pagar o investimento e, praticamente, não se preocupar mais com a fatura de energia. 

 
Energia solar
 

Fábio Lucena, dono de um posto de combustíveis na Avenida Norte, em Recife, não pensou no valor do investimento, mas sim na economia de energia a longo prazo. A conta de luz do estabelecimento apenas não era mais cara do que a folha de pagamento dos funcionários: passava dos R$ 4 mil. Atualmente, após a instalação de painéis solares no telhado, a conta não chega a R$ 80.

Com a economia na conta de energia, o empresário conseguiu investir no posto. Como também pode aumentar o número de funcionários de 9 para 19 profissionais, alargando o horário de funcionamento. Anteriormente, o estabelecimento não abria aos domingos e fechava sempre às 22h. Agora funciona durante 24 horas, todos os dias da semana.

 Através da energia solar, empresário Fábio Lucena conseguiu diminuir conta de luz do posto de combustível que ele possui (Foto: Reprodução/TV Globo)

Através da energia solar, empresário Fábio Lucena conseguiu diminuir conta de luz do posto de combustível que ele possui (Foto: Reprodução/TV Globo)

“Ainda vamos começar a pagar o financiamento, que tem carência de seis meses, e a parcela média vai dar R$ 4 mil por mês durante oito anos somente. O que eu gastava de energia já não gasto mais, pois meu projeto sobra energia. E utilizo na ampliação dos negócios do posto”, explica o empresário Fábio Lucena.

Instalação em casa

Em uma residência, o sistema de energia solar necessita, basicamente de um contador especial, que garante que nada queime, deixando a energia solar em 220 volts, controlando a carga e evitando curtos-circuitos. Essa estrutura é vendida pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), mas apenas uma profissional com um curso na área pode instalar esse sistema. 

Os preços variam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil para instalar em uma casa de 200 metros quadrados. “A Celpe supervisiona a instalação em relação à qualidade do medidor instalado. Com toda a instalação estando de acordo com as normas vigentes, a Celpe aprova, e a pessoa já começa o gerar energia. Não é possível gerar sem o consentimento da Celpe”, orienta o professor Marcos André de Almeida.

Através da COSOL o consumidor de energia consegue reduzir o valor da sua conta sem a necessidade de instalar um sistema solar ou mesmo de investimento, possibilitando grande facilidade no quesito econômico. Com a possibilidade de alugar um lote a sua economia é imediata, pagando pouco.

Fonte: Globo  

Tendências da economia compartilhada

O supremo desafio do século 21 é a recuperação e a amplificação do bens e serviços públicos e coletivos que tornam a vida civilizada provável. O mais relevante deles é o sistema climático que será devastado se a exploração das reservas na mãos das gigantes fósseis contemporâneos seja levada adiante. Porém outro bens e serviços comuns da humanidade encontram-se sob ameaça.

A devastação florestal e o esforço de apoderar-se sobre áreas protegidas é um exemplo. Outro exemplo são as cidades dos países em expansão, que encolhem, de maneira crescente, sua natureza pública: seus espaços são limitados não apenas por um carrocentrismo doentio, mas pelo apartheid territorial que afasta o mais pobres das locais de maior provimento de utilidades e empregos. 

A internet e a rede mundial de computadores (World Wide Web) são o mais fundamentais bens públicos hoje criados através da inteligência humana. A Web foi concebida por uma comunidade de pesquisadores liderados pelo britânico Tim Berners-Lee, no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN, no acrônimo francês). Berners-Lee não apenas fez a opção de fundar inteiramente a rede, como também trabalhou, desde o início dos anos 1990, para preservar sua neutralidade. A ideia é que os provedores de serviços da internet e os governos não possam instituir barreiras econômicas para o acesso as informações, o que diferencia drasticamente a rede de computadores da oferta de programas de televisão paga, por exemplo.

A internet e a rede mundial de computadores abrem possibilidades inéditas para o avanço da cooperação humana. Daí vem a importância da economia colaborativa. Ela desfaz a lenda que diz a qual esta cooperação só pode existir em cima de uma base da estrita proteção de interesses individuais. A Wikipédia é atualmente um dos sites mais consultados da rede, possui qualidade correspondente às grandes enciclopédias convencionais e é elaborada totalmente sobre a base de um processo colaborativo e não remunerado.

No entanto isto não significa que a colaboração social o que a internet e a web dão lugar não seja capaz de realizar-se em mercados. A sociedade da informação em rede permite que o empreendedorismo

de indivíduos e de grupos adquira certa equivalência que leva bem além dos círculos limitados de sua relações locais. Daí derivam três tendências essenciais da economia colaborativa que vale o pena considerar. 

A primeira é que a internet das coisas, a conectividade generalizada entre objetos e, cada vez mais, entre objetos móveis, abrem caminho para que sejam colocados em comum e valorizados certa porção cada vez maior de ativos. Isto já se percebe no campo da hospedagem e da mobilidade urbana e irá marcar, cada vez mais, a produção e distribuição de energia. A mais importante empresa alemã de energia declarou publicamente sua renúncia aos fósseis e sua aposta na oferta descentralizada e distribuída de eletricidade.

A segunda tendência é expressa em De Baixo Para Cima, livro aberto publicado por Eliane Costa e Gabriela Agustini, que mostra a impressionante capacidade de produção cultural vinda de comunidades consideradas até recentemente como periféricas. A novidade não está nas organizações pelas quais passa a expressão cultural destas comunidades. Ela está no fato de que dispositivos digitais poderosos, cada vez mais baratos e funcionando em rede, permitem a difusão ampla e o reconhecimento social de expressões que até recentemente confinavam-se a uma esfera quase paroquial, o que facilitava, inclusive, sua criminalização.

A terceira tendência refere-se à apropriação privada dos conteúdos que os indivíduos produzem nas redes. Os modelos de negócios dos gigantes da internet que se apoiam no uso destas informações são objeto de crescente contestação e esta será uma das questões mais interessantes do debate público em torno da colaboração social no futuro.

Fonte: Ricardo Abramovay, Professor titular do Departamento de Economia da FEA-USP.