Como a China está mudando da energia do carvão para a solar?

Por bastante tempo a economia da China se desenvolveu dependente da energia do carvão. A fonte de energia fóssil, conhecida pelos seus baixos preços, é por outro lado uma da mais poluentes e ajudou o colocar o país asiático como a maior emissor de gases de efeito estufa do planeta. No entanto, o cenário começa a mudar ao passo em que a nação investe mais em energia solar e eólica.

China quer incentivar plantas solares.

China quer incentivar plantas solares.

Só em 2015 a China adicionou mais de 15 gigawatts (GW) de energia solar, acumulando capacidade de geração de 43,2 GW. Através de isso, o país se tornou o maior fonte de energia solar, ficando na frente inclusive da Alemanha (38,4 GW) e Estados Unidos (27,9 GW). 

No entanto a medida não parece ser uma exceção, e sim uma tendência. A estratégia do país é, até 2020, elevar a sua capacidade de energia solar, adicionando entre 15 GW e 20 GW a cada ano. Até lá eles desejam ter mais capacidade de geração. Para contextualizar: em 2015 no mundo inteiro existia potência de 200 GW em energia solar. Até a final de 2016 o planeta pretende chegar a 321 GW.

Desde 2012, a energia solar cresceu mais de 600% no país. Os incentivos do estado destinado o a produção de energia renovável fazem parte do seu compromisso assumido em 2015 no Acordo de Paris, onde representantes de 175 nações se comprometeram o unir esforços a fim de evitar que a temperatura média da terra não suba mais do que 2º C nos próximos anos.

Apesar do crescimento, a energia solar ainda representa apenas 3% da energia produzida na China. O país ainda é, sozinho, encarregado pela metade da geração e consumo de energia proveniente do carvão no mundo. 

A ótima notícia é que essa descrição está mudando. Em maio de 2016 a produção de energia de carvão caiu 15,5% se comparação ao mesmo mês de 2015. Na decorrer do ano passado, a produção chegou o cair 8,7% no total. 

Há pouco, a Administração Nacional de Energia chinesa anunciou que irá revogar a construção de mais de 200 geradoras de energia por carvão. Isto significa que deixará de produzir 105 GW de energia dessa matriz.

Isso não significa, no entanto, que a China está parando de construir usinas de energia de carvão. Só quer dizer que ela está tirando o pé do acelerador. Em vez de termos um carro andando 200 km/h, ele está a 180 km/h. De acordo com o jornal The New York Times, ainda em 2030, a China deverá bater seu recorde em emissão de gases carbônicos.

Além disso, ainda existe uma série de usinas de carvão que já estão em construção e deverão somar 190 GW da capacidade do país. Parte da mudança no país é resolução à crise econômica que eles enfrentam neste momento. O uso de energia no país chegou o cair e algumas das usinas de carvão chegaram o operar somente durante 50% do tempo.

A solução ainda está em conseguir reduzir o custo da energia solar para que ela possa competir com o carvão ainda em 2025. Para isso, é necessário tanto que o governo dê subsídios quanto a tecnologia evolua e consiga converter mais eficientemente os raios solares em energia elétrica.

Fonte: Free the Essence.


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