Dentro de um ano a energia solar cresceu 600% no Paraná

A geração de energia solar começa o sobressaltar no Paraná.

Painéis instalados em telhado numa casa em Curitiba. (Créditos:Franklin de Freitas)

Painéis instalados em telhado numa casa em Curitiba. (Créditos:Franklin de Freitas)

Por volta de novembro de 2015 e novembro de 2016, a quantidade de ligações de geradores solares à rede da Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou uma verdadeira expansão, crescendo 600% no período e saltando de 100 para exatos 700 pontos. Em outubro, a geração solar excedente alcançou 225 megawatts-hora (Mwh), a suficiente para atender de energia 1.300 residências. 

Segundo André Zeni, gerente de atendimento de acessantes da geração distribuída da Copel Distribuição, dois elementos explicam a elevação na geração de energia solar no país, o encarecimento do valor da energia, que na decorrer dos últimos anos sofreu seguidos reajustes, e alguns modelos de geração mais acessíveis, como os condomínios solares.

“Temos alguma suspeitas sobre o crescimento de 600%. O fator central é o preço da energia que subiu, incentivando a população o empreender e analisar soluções alternativas, visto que esse investimento, que era de longo-prazo, passou o ser de médio-prazo”, afirma Zeni. “Outro fator é a tecnologia. Atualmente possuímos mais fabricantes e, com essa disseminação temos um aumento nesse tipo de instalação nas residências do Paraná”, complementa. 

Gerson Tiepolo, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e autoridade em energia solar, aponta ainda um terceiro fator para a expansão dos geradores de energia fotovoltaicos: o excelente capacidade do Paraná para gerar energia solar. Para se ter ideia, a potencial médio do Estado é 58,7% superior à da Alemanha, segunda maior produtora de energia solar do mundo, atrás somente do Japão.

“Começa-se o demonstrar o entendimento de que o Paraná possui uma potencial elevado, e inúmeras pesquisas feitas pela UTFPR mostram isso. Até então existia um desconhecimento em relação o a potencial de energia no estado. 

Apesar dos avanços, porém, ainda existe muito o que se melhorar. Prova disso é que o Paraná é um dos únicos estados que ainda cobra ICMS no modelo de compensação de energia. Dos 26 estados mais o Distrito Federal, apenas seis ainda não fizeram a isenção do imposto, que tem uma taxação elevada no estado, de 29%.

“Esses 29% sobre a energia que estou compensando acaba prejudicando meu tempo de retorno, que acaba sendo maior do que podeira ser”, explica Tiepolo. “Já existem diversas conversas e até projeto de lei com o objetivo de obrigar essa isenção. Com ela, acredito que tenhamos um empurrão ainda maior na disseminação dessa fonte no Paraná”, finaliza o especialista.

Fonte: Bem Paraná.


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