A produção de energia e a preservação ambiental

Para crescer, o Brasil precisa de energia barata. O país necessita de energia o quanto antes e garante que adota medidas para preservar o meio ambiente e a população atingida. Mas as entidades ambientais, nacionais e internacionais, questionam essa proteção e defendem o incremento de energias alternativas, mesmo que a um custo maior. 

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Os relatórios do Greenpeace, sobre a construção de hidrelétricas na região amazônica, são críticos sobre a postura do governo brasileiro sobre a produção de energia. Num deles, afirma que a usina de Belo Monte, já em funcionamento, "resultou em uma pilha de problemas sociais, ambientais e econômicos". Os questionamentos se voltam agora para o projeto de mais uma grande barragem na região, a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, ainda não licitada mas com conclusão prevista para 2021.

Comandado pelo ministro Fernando Coelho Filho (foto), o Ministério de Minas e Energia, a despeito das críticas, afirma que as usinas hidrelétricas são importantes para o crescimento do país. Acrescenta, que a "nossa geografia favorável à geração desse tipo de energia, que ainda é a mais barata disponível na matriz elétrica brasileira". Afirma também, que "um país como o nosso, de grandes dimensões e em desenvolvimento, precisa expandir sua geração de energia elétrica". O governo garante que esses empreendimentos fixam previamente planos de compensação ambiental e social.

Mas para o Greenpeace, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto de São Luiz do Tapajós falha ao avaliar a viabilidade socioambiental da obra. "Com graves problemas metodológicos e omissão de informações, ele não mede adequadamente os impactos. Se tivesse sido realizado da forma correta, mostraria a inviabilidade desta hidrelétrica", diz a entidade internacional.

Diz ainda, que a obra ainda tem potencial de causar o desmatamento indireto de uma área de mais de 2 mil km² de florestas. O Greenpeace também questiona o custo dessas obras. Relata que as hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antonio e Jirau, mostram que os números podem chegar ao dobro. O custo inicial de Belo Monte foi "estimado em R$ 16 bilhões, valor que pulou para R$ 19 bilhões no momento do leilão e que hoje já soma cerca de R$ 30 bilhões".

O Brasil planeja construir, até 2024, 22 usinas hidrelétricas, que resultarão num aumento da produção de energia de 28.349 MW. Só a de São Luiz, que deve ficar pronta em 2021 e produção prevista é de 8.040 MW. O governo argumenta que a matriz energética brasileira é diversificada.

Seus dados estatísticos informam que, de 2014 a 2015, a produção de energia hidrelétrica cresceu 3%. Enquanto isso, a Bioenergia foi ampliada em 5,2%, a Fóssil em 3,4%, a Nuclear em 6,1%, a Eólica em 13,7% e a Solar em 94,3%. As autoridades pretendem demonstrar ainda, que mesmo buscando outras alternativas, não é viável mudar a matriz energética de um país não se faz da noite para o dia. Alega ainda que, atualmente, o custo de produção é elevado. A hidrelétrica  é a energia mais barata disponível. 

Para o Greenpece, o Brasil deveria investir ainda mais em "fontes renováveis de energia, como a eólica, a solar e a biomassa". Acelerar o processo. Cita usinas eólicas em construção na Bahia, no Ceará, no Piauí, no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo em que critica, a entidade propõe alternativas. Relata que a empresa franco-belga Engie anunciou disposição de investir R$ 8 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos. O foco é a energia solar distribuída.

E diz mais: "em 2015, a China alcançou dois novos recordes mundiais de energia limpa, por instalar 30,5 gigawatts (GW) de energia eólica e por instalar 16,5GW de energia solar. Por isso, a política do governo brasileiro seria "ultrapassada, de custo elevado, sérios impactos negativos socioambientais e um rastro de destruição ambiental". 

Fonte: O Globo.


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