A sensação dos 7×1 continua forte

Como no território Brasileiro cabem 23 Alemanhas, o nosso potencial solar dá de 46 x 1 na Alemanha. Mas, será que nos vingamos dos 7 x 1 ou aqui também nós perdemos?

Comparação aproximada do nível de insolação da Alemanha e Brasil.

Comparação aproximada do nível de insolação da Alemanha e Brasil.

Depois de todas as trapalhadas feitas pelos sucessivos governos, atualmente, sem as bandeiras tarifárias, o MWh da Light-Rio está custando R$ 836 (US$ 245, “apenas US$ 100 mais caro do que a média do continente norte americano e o triplo da tarifa da Hydro Quebec). Portanto, sob tarifas absurdamente altas, com as placas solares, eu poderia economizar quase R$ 4.000/ano.

Esse potencial exige que eu invista R$ 40.000, o que significaria um rendimento de 10% ao ano. Com uma inflação que beira os 10%, é como a poupança, mas, esse quadro é piorado quando se percebe os “atrasos” desanimadores:

  • Todo o processo está nas mãos das distribuidoras, que, certamente, não têm interesse que sua conta se reduza.
  • Todos os equipamentos são importados. Em um dos casos consultados, até a estrutura de alumínio era alemã. Impossível não lembrar dos 7×1. Se as autoridades brasileiras acordarem e resolverem ao menos reduzir os impostos de importação sobre esses equipamentos, o custo se reduziria. Até agora, com toda essa crise fiscal, todas essas incertezas só causam o adiamento do investimento. 
  • O governo ainda insiste em leilões de usinas solares, cujo custo tem que ser acrescido de transmissão e distribuição, ao contrário da fotovoltaica distribuída.

  • Uma simples regra de 3, mostra que, se 27 m2 produzem 4,7 MWh/ano, toda a energia consumida pelo Brasil em um ano pode ser gerada por 3.000 km2 de placas fotovoltaicas! Claro que ninguém está propondo essa política, mas serve para deixar cada vez mais evidente o nosso atraso, pois essa área é 15% da área do estado de Sergipe!

  • O nosso nível de insolação é mais do dobro da Alemanha, justamente o país que nos vende os equipamentos e onde a energia solar já responde por quase 10% da energia produzida.

Mas esse avanço do solar no mundo desenvolvido também traz problemas. Uma dessas preocupações é essa mudança para a Duck Curve. A tradicional curva do Camelo está lentamente sendo transformada na curva do Pato, quando a demanda se reduz bastante durante o dia. O maior problema surge no ocaso do sol, quando a carga sobe numa rampa íngreme. Para sistemas de base térmica, essas variações súbitas de carga são um problema, pois usinas a gás não “gostam” muito de alterar sua geração em curto espaço de tempo.

No futuro, esses países desenvolvidos estarão angustiados até com geração em excesso, pois não dá para ficar desligando e ligando térmicas. Já se chega a pensar numa limitação da energia solar de tal modo a evitar o vale profundo na carga nas costas do pato. Mas essa energia extra seria jogada fora? Claro que já se está pensando em baterias. Vejam quantos problemas!

Por isso, a maioria dos problemas dos países que estão investindo em solar não existem no Brasil. Desde que:

  • Como o sistema brasileiro é operado e expandido sob um modelo que determina a gestão dos reservatórios que propicie o menor custo de operação atualizado, é urgente começarmos a pensar nesse efeito. Será que precisaremos de tantas térmicas? Que tipo de térmicas seriam úteis?
  • A ocorrência de rampas de consumo, em princípio, não é um problema para sistemas de base hidráulica, pois usinas hidroelétricas podem aumentar sua geração em curto espaço de tempo. Essa capacidade de resposta rápida pode ficar comprometida por falhas na transmissão. Nesse sentido preocupa bastante os últimos leilões vazios dessa área.

  • Alguém comece a considerar essa realidade de outros países no nosso sistema, coisa que não vem ocorrendo.

Analisando todas essas questões, com todas essas vantagens o Brasil continua deitado em berço esplêndido sendo derrotado sucessivamente por diversos 7 x 1.

A Cosol busca virar esse placar investindo em energia solar fotovoltaica no Brasil, que como exposto, possui um enorme potencial para esse tipo de projeto. Faça parte do nosso time, faça parte de um país mais responsável e sustentável! 


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