Economia motiva consumidores a usarem energia solar

O sol possui um gigantesca capacidade para gerar energia elétrica de maneira econômica e sustentável e o Brasil apresenta grande potencial fotovoltaico.

“O painel solar produz mais ou menos energia de acordo com a radiação do local, mas todas as casas e empresas podem ter energia solar”, explica Luís Guilherme Campos de Oliveira, sócio proprietário de uma empresa de energia solar em São Roque (SP). “A Alemanha foi uma das pioneiras nesse ramo e no local com menos sol no Brasil tem 30% a mais de potencial fotovoltaico do que no lugar com mais sol na Alemanha”, afirma.

O governo brasileiro tem buscado meios de incentivar a geração solar fotovoltaica no país, assim afirmou o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, durante um evento relacionado ao tema. O Brasil poderá integrar o ranking dos 20 maiores geradores de energia solar em 2018, segundo o boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2015”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). China, Estados Unidos e Alemanha são os países que possuem mais potência instalada.

O especialista informa que o sistema de energia solar possui três estruturas fundamentais: a fixação, os painéis solares que são feitos de células fotovoltaicas que recebem luz do sol e convertem em corrente continua e o inversor, que transforma a energia solar em corrente alternada, para que possa ser usada em residências.

Investir em energia solar é melhor que qualquer aplicação financeira no mercado porque a taxa de retorno do investimento fica em torno de 20%”, expõe Luís Guilherme.

As 3 principais barreira frente a disseminação de energia solar no Brasil são o alto custo inicial, o relativamente longo período do retorno de investimento, que é em torno de 8 anos e a falta de acesso ao telhado em cidades verticais. Uma startup Brasileira fundada pelos pesquisadores da Universidade Federal da Bahia vem, justamente, solucionando estes desafios: a proposta é compartilhar usinas solares maiores entre vários consumidores com geração remota, em lugar diferente do consumo.

Assim a startup cria um condomínio solar oferecendo lotes fotovoltaicos, que efetivamente dobram a economia por conta de maior radiação solar e uso do tracker. Os lotes não apenas podem ser comprados mas também alugados pagando cada mês um valor ate 20% menor que a tarifa da distribuidora. Condomínios solares foram regulamentados com a nova resolução normativa da ANEEL em março 2016.

Luis Guilherme explica que o sistema solar funciona como um sistema de crédito e débito. “Se a pessoa produzir mais energia do que consumir, ela vai para a rede da concessionária. Com as mudanças das leis da Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL, o que foi ela produziu e não consumiu pode abater conta de outras residências ou comércios que tenham o mesmo CNPJ ou CPF e que sejam atendidos pela mesma concessionária. Durante o dia, a energia excedente que você produz é mandada para a rede da concessionária. A noite, ou em dias sem sol, você pega a energia que mandou para lá”.

Ele destaca também que durante apagões, por questões de segurança, a energia de locais com sistemas solares é cortada. Mas se nesse período o dia estiver ensolarado, a energia solar ainda é produzida e enviada para a rede da concessionária.

Exemplo de uso

Há oito meses, o engenheiro eletricista Diego Branco, também de São Roque, usa energia solar em sua casa. Ele relata que a instalação dos painéis foi realizada em um dia. “É feito um projeto anterior para definir o ponto em que esses painéis serão instalados. Em chácaras ou lugares abertos, por exemplo, dá para colocá-los no chão, em áreas verdes. Dá para adequar o lugar onde as placas serão colocadas”, conta.

A atual mentalidade de cuidado com o meio ambiente também foi um aspecto importante para Diego Branco optar pela energia solar. “Se tivéssemos mais casas e empresas com solar, teríamos menos termoelétricas ligadas, que é uma fonte de energia mais cara e suja”, comenta. “A energia solar é totalmente limpa e, por causa da menor emissão de Co2 há uma redução do efeito estufa”, conclui Luís Guilherme.

Referência: Globo.


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