Empresas pedem que Trump cumpra o Acordo de Paris

Numa carta dirigida ao futuro dirigente norte-americano, diversas empresas internacionais exigem que Donald Trump cumpra as medidas assinadas pela comunidade internacional a fim de combater o aquecimento global.

Cerca de 360 empresas, em sua maioria norte-americanas, escreveram uma carta ao futuro presidente dos EUA, Donald Trump, solicitando o cumprimento ao acordo climático de Paris, assinado na final de 2015 e já ratificado por 104 países, entre os quais os próprios EUA. 

Ao longo a campanha eleitoral, o candidato republicano declarou o aquecimento global como uma “fraude inventada pelos chineses com o objetivo de minar a industrialização dos EUA” e que desvincularia os EUA do acordo de Paris se fosse eleito. Agora que foi anunciado como sendo o vencedor oficial das presidenciais norte-americanas, empresas como a Gap, Hewlett Packard, Kellog, Hilton ou Nike estão preocupadas com a possibilidade dele tentar levar as suas ideias em diante.

Nós, integrantes da comunidade empresarial e investidores nos Estados Unidos, reafirmamos o nossa forte compromisso de responder às alterações climáticas com a aplicação do histórico acordo de Paris, a fim de uma economia mundial que mantenha o aquecimento global abaixo dos 2°C”, escrevem as empresas, numa carta divulgada um poucos antes da 22ª Conferência da ONU sobre as Alterações Climáticas (COP22), que ocorreu na cidade marroquina de Marraquexe (de 07 a 18 de novembro, deste ano).

A instituições pedem a Trump e à maioria republicana na Câmara de Representantes e no Senado que “apoiem firmemente a continuação das políticas (de diminuição de emissões de gases com efeitos de estufa) para permitir aos Estados Unidos cumprirem os seus compromissos”. 

Segundo os signatários da carta o não existência de uma economia de baixo carbono “coloca em risco a prosperidade dos EUA” e que, por causa disso, os EUA precisam preparar um plano energético eficiente para a economia norte-americana, baseado em “soluções inovadoras” e de energia baixa em carbono.

O secretário de Estado norte-americano John Kerry, num discurso proferido durante a COP22, diz que prefere não especular sobre as políticas climáticas da presidente eleito, no entanto acredita que “as sua opiniões podem mudar quando entrar em funções”. “Uma coisa posso dizer: ao longo o tempo que passei como secretário de Estado aprendi que algum assuntos são vistos de maneira diferente quando estamos em funções. São vistos de maneira diferente quando se está em campanha e, depois, quando se ocupa o cargo”, garante.

Fonte: Jornal Econômico


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