Energia solar poderá ter crédito para pessoa física

O Governo Federal está analizando a viabilidade de criar uma linha de financiamento a micro e minigeração distribuída de energia solar exclusiva para pessoas físicas. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a visão é que os empréstimos sejam concedidos aos brasileiros através da Caixa Econômica Federal, por meio de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Solar Brasil

A proposta foi apresentada em Brasília ao ministro das Cidades, Bruno Araújo. Fernando Coelho destaca que o projeto foi recepcionado com entusiasmo. "A equipe técnica vai avaliar nossas sugestões. Estamos trabalhando no sentido de aconselhar o Ministério das Cidades e a Caixa, o governo já está bastante sensibilizado", afirma a titular de Minas e Energia. 

Na quinta-feira (07), ele participou do XXII Fórum Banco do Nordeste de Desenvolvimento edo XXI Encontro Regional de Economia, realizados na sede do BNB, em Fortaleza.

A ideia de financiar projetos de micro e minigeração de energia solar para pessoas físicas é inspirada no FNE Sol, linha de financiamento do BNB para pessoas jurídicas (empresas) lançada no dia 30 de maio.

"Essa linha da Caixa para pessoas físicas  complementaria o esforço que o BNB está fazendo para pessoa jurídica por meio do FNE Sol", explica Fernando Coelho, afirmando que o setor de energia solar no Brasil não conseguirá crescer apenas com os leilões realizados pelo governo federal. "Essa expansão se dará também, em sua maior parte, pela geração distribuída", acredita. Para o ministro, a instituição financeira mais apropriada para atender às demandas de pessoas físicas na área de energia solar é a Caixa Econômica, apesar de o dinheiro do FGTS ser usado no País para diversas finalidades.

"A disputa por esses recursos é muito grande, mas a geração distribuída e as fontes renováveis de energia são um futuro do qual o Brasil não pode se afastar", acrescenta Fernando. 

Linhas de Transmissão

Em relaçao à falta de linhas de transmissão destinado o atender às necessidades do setor de energia renovável na região Nordeste, o ministro reforça que a dificuldade atinge varios estados brasileiros. 

"O governo ocasionou diversas licitações, seja de linhas de transmissão ou de parques geradores. Uns ficaram prontos, outros não. E atualmente nós temos, como é o caso do Ceará e do Rio Grande do Norte, parques geradores do mais diversos, seja eólicos, solares ou hídricos, que estão entrando em operação e não têm como escoar essa energia", observa. 

De acordo com o ministro, a complicação se dá por uma varios de motivos : diversas empresas desistiram dos projetos, outras atrasam no serviços por conta de dificuldades financeiras, há questões ambientais pendentes, questões envolvendo reservas indígenas, entre outras. Ele conta que fez uma visita ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Neto, que possui tenho uma equipe do Ministério de Minas e Energia em contato com outros ministérios para podermos acelerar essas obras, porque o custo de você não ter essa transmissão é muito caro", declara.

Fonte: Diário do Nordeste


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