Esgotamos o orçamento ecológico anual dos recursos renováveis da Terra

Hoje, dia 8 de Agosto, foi o dia em que a exploração humana ultrapassou o orçamento ecológico do planeta Terra.

Passaram apenas 221 dias e a humanidade já conseguiu esgotar o *orçamento ecológico* anual que o planeta Terra consegue assegurar, ou seja, a partir deste dia estaremos a consumir mais recursos do que o nosso planeta consegue renovar em um ano.

Em 1975, o orçamento ecológico anual terminou em Novembro. Em 2000, o *orçamento ecológico* anual terminou em Setembro. Em 2015, foi no dia 13 de Agosto que se deu a passagem desta marca. Ano após ano, consumimos mais rapidamente os recursos que a Terra nos oferece para um ano. Os principais fatores que levam ao esgotamento antecipado do orçamento ecológico são sem dúvida:

  • O crescimento da população;
  • As crescentes emissões de dióxido de carbono;
  • A má gestão das florestas e dos oceanos;

Em comunicado, a Global Footprint Network  (GFN) disse: “Emitimos mais dióxido de carbono para a atmosfera do que aquilo que os nossos oceanos e florestas podem absorver. Pescamos e colhemos mais e mais rapidamente do que aquilo que conseguimos reproduzir e fazer reflorescer”.

A GFN reune os dados fornecidos pelas Nações Unidas relativos à pegada ecológica do Homem e compara-os com a capacidade do planeta de se regenerar, renovando os recursos e absorvendo resíduos. Atualmente, as emissões de CO2 representam 60% da pegada geral da humanidade.

“Se usamos combustíveis fósseis e emitimos CO2, é urgente que sejamos capazes de armazenar esse CO2 e neutralizá-lo”, explica Mathis Wackernagel, chefe executivo da GFN. O novo acordo internacional sobre o clima adotado pela Cimeira de Paris, em Dezembro de 2015, prevê que, até 2050, consigamos respeitar o orçamento ecológico anual, ou seja, consigamos emitir ao ritmo que os oceanos e as florestas consigam acompanhar.

De acordo com o estudo da GFN, se a pegada ecológica da humanidade seguisse o exemplo da Austrália nem cinco planetas iguais à Terra seriam suficientes para nos sustentar. Mas, se seguíssemos o exemplo da Índia, um único planeta seria-nos mais do que suficiente.

Em média, ao ritmo que a atual exploração leva, são precisos quase dois planetas (1,6). Estas são informações preocupantes para toda a população mundial e, cada vez mais temos de ter em atenção e em consideração o orçamento ecológico para que não ultrapassemos a capacidade do planeta Terra.

Fonte: Blog-Energia 


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