O crescimento da energia solar já é perceptível no Brasil

Painéis solares instalados no Bondinho, no RJ. Imagem: Diário do Comércio.

Painéis solares instalados no Bondinho, no RJ. Imagem: Diário do Comércio.

Em março, o Bondinho do Pão de Açúcar passou o ser alimentado por energia solar. A notícia possui mais determinado caráter simbólico, visto que o cartão postal do Rio de Janeiro possui um consumo bem pequeno, a correspondente ao consumo de energia de dez famílias.

O Rio que possui altíssima incidência solar, liderou o ranking dos capitais brasileiras com o mais adequado correlação custo/benefício para investimentos em energia fotovoltaica destinado as projetos de alta tensão. Nos projetos de baixa tensão, a cidade ficou no terceiro lugar do índice desenvolvido pela Comerc Energia, maior gestora de energia do país, o índice solar oferece um panorama da potencial dos principais cidades brasileiras.

Levando quatro requisitos como base de consideração, as cidades mais atraentes hoje para investir são:

  •  Projetos de alta tensão, para grandes empreendimentos: Rio, Cuiabá, Campinas e Porto Alegre
  •  Projetos de baixa tensão, para atender residências e pequenos negócios: Belém, Fortaleza, Rio de Janeiro e Recife.

Para a produção do índice, a instituição levou em consideração os elementos que mais tem influência como a potencial de investimento e a expansão da energia solar no Brasil, além da irradiação: preço da energia elétrica na distribuidora específico; o ICMS cobrado no estado; e a taxa de câmbio.

Usina solar localizada em Fernando de Noronha, PE.

Usina solar localizada em Fernando de Noronha, PE.

 

CRESCIMENTO DO SETOR NO BRASIL

Ao mesmo tempo que o Brasil se encontra como sendo o país com a maior potencial de proveito da energia solar, encontra-se próximo de zero quando se compara a capacidade instalada. Perdendo seriamente para a Alemanha que é muito mais deficitária de insolação mas já possui grande uso dessa energia. 

Porém atenção, o setor de energia solar prevê que estamos no princípio de um “boom” de geração no Brasil, do mesmo jeito que já se identifica no mundo. Um mercado praticamente intocado se abre para os empreendedores.

Alguns sinais de avanço no mercado já são percebidos, especialistas indicam o crescimento da geração de energia centralizada e distribuída como sendo um dos fatores para o aquecimento do mercado. De 2014 para 2015, a geração de energia solar no Pais cresceu aproximadamente quatro vezes, de conforme informado pelo Balanço Energético Nacional, realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No final de 2015, a geração solar totalizava 59 GWh atualmente o país possui cerca de 110 projetos de usinas fotovoltaicas em construção, que somarão, até 2019, 2.977,17 MW.

A recente posição que o Brasil começa a ocupar no ranking universal de energia solar, juntamente com a ampliação da seu matriz energética, pôde ser afirmada na ultima feira Intersolar South America, maior evento da América Latina na área, que reuniu representantes do mercado produtivo do setor em São Paulo. O evento teve uma elevação na quantidade de participantes, 60% a mais em relação a 2015, atraindo expositores de 12 países. 

O grande interesse foi incentivado pelos fatores ocorridos nos últimos anos. Houve a pesada elevação pesado das tarifas de energia, resultado da desorganização causada na área elétrico por causa da competição entre as empresas e o governo federal. Como também a energia solar foi favorecida por causa de barateamento da tecnologia e pelos novos marcos regulatórios. Um deles, a resolução normativa No. 482 de 2012, liberou a geração pessoal da energia para residências e comércio com o uso de pequenos geradores, sejam painéis solares ou microturbinas eólicas.

O setor acredita que em 2050, 18% dos domicílios brasileiros contarão com o uso da geração fotovoltaica. Essa forma de energia representará 13% de toda a demanda elétrica residencial do país.

Fonte: Inês Godinho, Diário do Comércio.


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