Produção de energia limpa ficará mais barata

Representantes do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica, organizações e deputados se reuniram na manhã desta quarta-feira para traçarem objetivos e planos que estimule investimentos para a geração de eletricidade por meio de energias renováveis no País.

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Durante as falas dos sete convidados que participaram do debate, foi unânime a expectativa de que os custos para geração, transmissão e distribuição de energia elétrica caracterizadas como energia renovável sejam reduzidos com o passar do tempo.

O objetivo do Deputado Vidigal era justamente fomentar o debate para ampliar a participação de energias renováveis como solar, eólica, biomassa e hidroelétrica, com o menor impacto possível. “Este é um tema muito presente e necessário, pois discutimos as energias renováveis para reduzir custo da tarifa. Se aumentarmos a oferta e reduzirmos o custo, teremos incentivo no nosso parque industrial e o custo reduzirá essa competitividade. Apesar de termos investido muito em renováveis não-hidráulicas, ainda há muito investimento direcionado nas hidrelétricas”, comentou Vidigal.

Na visão dos convidados, à medida com que se incentiva a implementação de sistemas de energia renovável, ampliando sua utilização através de incentivos e disseminação deste conhecimento, o custo destes sistemas tende a cair, em um país como o Brasil que tem grandes fontes renováveis disponíveis.
 

Para Christiano Vieira da Silva, Superintendente de Regulação dos Serviços de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a utilização de fontes renováveis de energia no Brasil já é uma realidade. “Nosso desafio é ampliar a utilização destes sistemas através de incentivos fiscais e simplificação de regras e regulamentações, trabalhando também na nacionalização tecnologias e na regulamentação de equipamentos”.

Newton José Leme Duarte, diretor da Área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) acredita no potencial energético brasileiro. “Somos o pais mais renovável do mundo. Somos o que a maioria dos países gostaria de ser. Temos potencial imenso para crescer na geração solar. E o pior sol do Brasil é melhor que o melhor sol da Alemanha”, destacou. Duarte chamou a atenção para o custo da energia no Brasil, onde um trabalhador que ganha salário mínimo precisa trabalhar 16 dias para pagar por 100kwh. No Canadá, um trabalhador que ganha salário mínimo trabalha apenas 1,6 dia pelos mesmos 100kwh.

Os ventos podem ser uma solução para a produção de energia no Brasil, conforme detalhou Elbia Silva Gannoum, Presidente-Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). “Somos um país rico em recursos renováveis, nosso desafio é administrar tanta riqueza. Temos desafios importantes no contexto atual, tanto no cenário político quanto no econômico, mas temos indicadores positivos para o futuro. Ao contrário da economia nacional, o setor tem investido e, no ano passado, crescemos 46%, com investimentos da ordem de R$ 20 bilhões. O Brasil, hoje, produz a energia eólica mais barata do mundo e, aqui no Brasil, só perde para as gigantes hidroelétricas. Neste cenário, temos que ter sabedoria para não inibir os investimentos nesta área de renováveis”, analisou. 

Fonte: 

Postado originalmente no Linkedin, por Max Marduque

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