Tecnologia para as células solares permitirá produzir energia com a chuva

De acordo com um grupo de cientistas chineses, uma tecnologia inovadora para as células solares poderia transformar chuva em energia elétrica.

O novo design das células solares, que pode gerar energia em casos de chuva e/ou sol, é descrita num artigo publicado na revista Angewandte Chemie.

“Células solares para todas as condições meteorológicas são promissoras para resolver a crise energética”, explicam os cientistas da Ocean University da China e da Yunnan Normal University, observando ainda que a tecnologia combina um elétrodo de grafeno enriquecido em eletrões com uma célula solar sensibilizada por corantes. “As novas células solares podem ser excitada pela luz incidente em dias de sol e pingos de chuva em dias chuvosos”, acrescentam.

Células solares sensibilizadas por corantes são células fotovoltaicas de película fina que aproveitam um corante orgânico para absorver a luz solar e produzir eletros, criando assim energia.

A nova tecnologia poderia orientar a concepção de células solares para todas as condições meteorológicas, de acordo com os cientistas.

O jornal Science News lembra que, usando uma camada fina de grafeno imensamente condutor, as células solares poderiam realmente aproveitar a energia da chuva. “O sal contido no chuva separado em iões (amónio, cálcio e sódio), tornaria o grafeno e a água natural uma ótima combinação para a criação de energia”, diz o jornal. “A água junta-se ao grafeno formando uma camada dupla com os eletrões do grafeno. A diferença de energia entre essas camadas é tão forte que gera eletricidade.”

Vasilis Fthenakis, um cientistas e professor adjunto da Columbia University, que não entrou nesta pesquisa, disse à FoxNews que se os custos adicionais da tecnologia e as potenciais perdas ópticas das células solares não excederem os benefícios da energia produzida através do chuva, esta técnica poderia vir o ser usada em climas não tipicamente associados as fontes de energia solar. “As células solares que sejam sensibilizadas por corantes não são o tipo de tecnologia que seria implementada globalmente como substituição das energias convencionais. Esta tecnologia tem aplicações ideias para regiões de luz difundida, não para regiões de alta luz solar.”

A perda ótica refere-se ao potencial de energia das células solares perdida através, por exemplo, da reflexão ou transmissão.

A China é uma das principais produtoras de painéis solares

do planeta e espera reforçar consideravelmente o seu uso próprio da tecnologia na decorrer dos próximos anos. De acordo com um relatório atual da Bloomberg, num esforço de reduzir as suas emissões de carbono, a China quer triplicar a sua capacidade de energia solar para 143 GW até 2020. 

Alguma instituições norte-americanas inclusive têm estado atentas as formas de impulsionar a novidade da energia solar. No ano passado a SolarCity, que foi fundada pelo CEO da Tesla Elon Musk, anunciou que irá fazer os painéis solares de ponta nos EUA. A empresa, com sede em San Mateo, vai construir os seus painéis solares para telhados mais eficientes numa enorme fábrica em Buffalo, Nova Iorque. O fábrica deverá atingir a sua capacidade máxima em 2017.

Todos os dias assistimos a novas descobertas, e são essas descobertas que nos vão proporcional um futuro livre de combustíveis fósseis. Esta nova tecnologia para as células solares é uma prova disso!

Fonte: Blog-Energia