Startup baiana quer ser o Uber da energia solar

Nota publicada na coluna Negócios, assinada pelo jornalista Flávio Oliveira, no jornal Correio 24h, do dia 14.06.16. 

A startup baiana Cosol – Condomínio Solar, fruto de uma tese de doutorado na UFBA, está na batalha para atrair investidores e viabilizar seu projeto de energia solar para condomínios residenciais e empresas de pequeno e médios portes.

A meta, segundo o principal organizador do empreendimento, o economista húngaro Csaba Sulyok, é captar R$ 4 milhões – 20% do valor da empresa – para aplicações em marketing e divulgação. A Cosol é descrita pelo seu fundador como o AirBnB ou o Uber da energia solar. A ideia é surfar na onda da economia colaborativa e faturar com a intermediação da venda de energia solar no mercado de compensação criado em 2015 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Neste mercado, voltado exclusivamente para consumidores de baixa tensão, a autoprodução de energia é abatida em igual valor da conta cobrada pelas distribuidoras. Assim, 1 kilowatt-hora (1KWh) autoproduzido (mesmo que remotamente) equivale a um desconto igual a (1KWh) no consumo na conta da Coelba. A Cosol quer produzir energia solar numa pequena usina montada em uma fazenda em Bom Jesus da Lapa e revender – por meio de contratos de aluguel de lotes da usina – esta produção para o consumidor final. A vantagem para este consumidor final é a redução em torno de 20% em relação ao valor cobrado pela Coelba pela mesma energia consumida, e de 10% caso este consumidor optasse por ele mesmo montar uma usina solar em seu telhado. A ideia da Cosol é vender pequenos lotes na “fazenda de sol’ e com este recurso construir a usina. Os proprietários do lote, de acordo com o plano de negócio, teriam o retorno do investimento em até cinco anos. E teriam a segurança de ter a produção toda comercializada antes mesmo de fechar o negócio, pois a própria Cosol já terá fechado uma carteira com pelo menos 300 “inquilinos” para a energia ser produzida. 

Risco X Demanda Alta  

Por se tratar de uma startup, o atual estágio do projeto é ser uma boa ideia com grande potencial de lucro. “Admito que o investimento na empresa, neste momento, é de risco. Mas para quem for comprar os lotes o risco é zero. Já haverá contratos de aluguel fechados, e demanda por energia - limpa e barata – sempre vai existir”, diz Sulyok. Outro passo importante para a empresa, já visando a expansão do negócio, são os contatos realizados recentemente em São Paulo, com a Usinazul Energia para a construção de duas usinas semelhantes a de Bom Jesus da Lapa naquele estado. A usina na Bahia terá a capacidade máxima permitida para este tipo de empreendimento: 5MW. Cada lote deve custar R$ 30 mil, e o aluguel, R$ 500 por mês. 


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