Startup utiliza modelo de negócios inovador no setor de geração elétrica fotovoltaica

A empresa baiana COSOL, criou uma solução de negócios que reúne ganhos de escala, a liquidez e segurança da locação, além das vantagens de investimento em um ativo tangível.

Trata-se de um condomínio solar dividido em cotas de participação de geração de energia que, segundo seu fundador Csaba Sulyok, propõe a solucionar três problemas pertinentes da geração fotovoltaica que são;

1 – Falta de capital para o alto investimento inicial do sistema fotovoltaico.

2 – Falta de acesso ao espaço físico do telhado sem sombreamento em cidades verticais onde a maior parte da população Brasileira reside e trabalha.

3 – Baixa eficiência econômica dos sistemas oferecidos no mercado com um payback de 8 anos, considerando lento demais pelos Brasileiros.

As soluções encontradas foram desenvolvidas inicialmente em sua tese de doutorado que posteriormente deram subsídio ao modelo de negócios da Cosol.

Para o primeiro problema a saída foi obtida através da construção em maior escala e posterior divisão em cotas, permitindo a redução dos custos e diluição entre diversos investidores.

Com as possibilidades proporcionadas pela REN 687/2015 como a Geração compartilhada, o Autoconsumo Remoto e Empreendimento com múltiplas unidades consumidoras (condomínios), o segundo problema foi resolvido ao permitir construir a usina em um local diferente dos locais de consumo permitindo a escolha de um ponto com altos índices solarimétricos como no semiárido baiano.

Ilustração do funcionamento do tracker.

Ilustração do funcionamento do tracker.

A empresa utilizará a tecnologia de trackers, que são equipamentos dotados de sensores e motores permitindo que as placas sigam o curso do sol ao longo do dia, possibilitando que a face das células fotovoltaicas estejam sempre voltadas para o sol possibilitando uma maior eficiência na produção, estes equipamentos geralmente são utilizados em plantas de maior escala devido ao acréscimo nos custos de construção.

Com estas soluções calcula-se uma diferença de custos na ordem de 33% se comparada a investimentos individualizados. Uma maior quantidade de energia produzida devido a implantação da usina no semiarido baiano, que possui em média 22% a mais de irradiação em relação a maioria das capitais litorâneas. Espera-se também um ganho de 25% na produtividade com a utilização da tecnologia de tracker, em relação a placas fixadas em telhados .

Com estas otimizações a empresa espera reduzir o payback para em média 5 anos.

Isto foi proporcionado devido a nova legislação Brasileira a REN687/2015, que permite a geração e consumo remoto, em que o titular do equipamento de geração elétrica por fonte renovável, possa abater da sua conta de luz a quantidade de energia injetada na rede, mesmo que o equipamento esteja em local diferente do consumo (desde que esteja dentro do mesmo estado).

Esta legislação permitiu que a empresa desenvolvesse um modelo de negócios baseado em condomínio, onde uma grande usina de geração elétrica é criada e lotes são vendidos aos investidores, estes últimos por sua vez, podem abater seu consumo elétrico ou alugar seus lotes.

Para entender melhor vejamos dois exemplos;

No primeiro o investidor compra um lote e o aluga para uma pequena padaria por um ano, da mesma forma que um imóvel a padaria possui direitos de uso sobre o equipamento e vincula a geração elétrica ao seu cnpj pelo período de contrato, durante este período os créditos gerados pelo equipamento serão auferidos pela padaria que os usará para abater seus gastos com consumo elétrico, enquanto o investidor receberá sua remuneração pelo aluguel do equipamento.

Em uma segunda situação, a própria padaria poderá comprar um lote e abater seus custos com energia elétrica, além de agregar ao patrimônio da mesma o lote do condomínio solar.

É preciso salientar que os lucros auferidos são obtidos através do aluguel do equipamento, pois na legislação atual não é permitida a venda direta de energia ou dos créditos obtidos junto a concessionária local, com isto em mente deve-se atentar para a diferença entre a conta de luz e o valor cobrado do aluguel do lote solar.

Considerando que o lote faz parte de um sistema maior com uso de trackers e em local de maior irradiação solar, a opção da Cosol apresenta vantagens comparativas proporcionadas pelos ganhos de escala e menores custos incorridos para cada unidade, tanto para o investidor que pretende comprar um lote quanto para o locatário que pretende alugar.

No caso de um locatário, este poderá “testar” através do contrato aluguel a opção de autoconsumo remoto, e verificar na prática as vantagens de utilizar-se deste sistema.

Para o investidor aplicar capital em geração elétrica fotovoltaica demonstra-se um investimento rentável e extremamente seguro, pois estes equipamentos serão parte de seus ativos econômicos tangíveis, além de proporcionar uma boa taxa de retorno se comparada com outras opções de mercado.

Outro público, como empresários que não disponham de espaço para instalação de placas fotovoltaicas, e que utilizam energia elétricas em suas atividades, a opção de economia de escala nos equipamentos de geração elétrica, aliado a existência de linhas de financiamento disponibilizadas através de bancos públicos e privados, como o FNE-SOL do BNB e o extenso prazo de 240 parcelas da CEF, além de redução de impostos demonstra uma ótima alternativa de investimento para redução de custos de médio prazo.

Atualmente a empresa desenvolve uma plataforma para facilitar intermédio entre investidores e locatários.

Fonte: PROJETOS.ECN