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Fazenda solar é a nova aposta do mercado brasileiro

Fazenda solar é a nova aposta do mercado brasileiro

Desde de 2012 o sistema de compensação de energia elétrica gerada por micro sistemas instalados no telhado de cada residência ou comércio, tem sido alvo de grandes investimentos. A mudança regulatória em 2016 trouxe a opção de cidades verticais vir a também serem beneficiada por este tipo de geração, porém remota.

Energia solar pode trazer mais de R$ 125 bilhões em investimentos até 2030

Energia solar pode trazer mais de R$ 125 bilhões em investimentos até 2030

As atuais projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE),possuem a meta de 25 gigawatts  de potência instalada da energia solar fotovoltaica até 2030.

Energia solar estimula empregos e crescimento para o Brasil

Estamos acostumados a associar a ideia de Brasil tal como exuberante em belezas e recursos. Porém, atualmente uma crise hídrica trouxe precaução para todos. Os leitos dos rios vazios acarretaram expressivo impacto na vida da população e igualmente da economia. 

Grande parte disto se deve ao fato de que aproximadamente 70% da nossa energia ainda ser proveniente de hidrelétricas. Esse é o instante perfeito para aproveitarmos com qualidade tudo que a natureza no oferece, criando alternativas e impulsionando fontes de energia limpas e sustentáveis

São inúmeros os benefícios que fazem estimulam que o mundo a utilizar cada vez mais a energia fotovoltaica. Além de renovável e não poluente, por exemplo, esta opção tem originado um número de empregos significativos. Hoje em dia estima-se que existam operando de modo direto com energia solar 2,8 milhões de trabalhadores no mundo. 

A expectativa é de que nos próximos anos 90 mil novos empregos sejam gerados a fim de atender a crescente demanda brasileira. Isto porque, até 2050, a suposição do Plano Nacional de Energia é de que 13% da demanda nacional seja suprida com energia solar.

Países melhores desenvolvidos investem há anos nessas fontes alternativas de energia, mais inteligentes e sustentáveis. O Brasil, por sua vez, necessita se espelhar nessas iniciativas, valorizando quem pesquisa uma atitude mais consciente para com o planeta. É fundamental perceber que a população já caminha nesse rumo. 

Dados da ANEEL mostram que a geração distribuída, aquela gerada pelo próprio usuário, cresceu 308% em 2016. Isto se deve, especialmente, a diminuição nos custos desta tecnologia e a elevação nas tarifas de eletricidade. 

Possuímos um futuro surpreendentemente promissor aproveitando a incidência solar para gerar energia. Somos vistos como uma potência por toda a América Latina e, para tanto, é essencial que a população faça utilização em uma escala progressiva dessa forma de energia e que cobre dos seus governantes medidas que caminham também nessa direção.

Juntos conseguiremos ser um País referência em energia limpa!

Fonte: Economia SC,  por Gilberto Vieira Filho.


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Saiba tudo sobre o leilão da ANEEL para empreendimentos de transmissão de energia

O leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) destinado as novos empreendimentos de transmissão de energia obteve 21 lotes arrematados, dos 24 no total, nesta quarta-feira (13) e foi destacado por maior disputa que os anteriores e devido a participação de novos competidores. Os lotes vendidos viabilizarão investimentos de R$ 11,6 bilhões, segundo a Aneel.

O deságio médio oferecido pelos lotes foi de 12,07%, de acordo com a agência de energia. As concessionárias vencedoras terão um retorno anual contratada de R$ 2,124 bilhões, mais de R$ 400 milhões as menos que esperado se todos os lotes fossem arrematados. 

Apenas 3 lotes não receberam propostas e encalharam. Outros 7 tiveram somente um interessado e foram arrematados por valor idêntico ou bem próximo da remuneração máxima fixada através de edital. 

No outros, houve disputas com até 5 grupos interessados pelo mesmo lote, tendo propostas vencedoras com desconto de até 28% em relação ao limite máximo de remuneração.

Conheça as empresas vencedoras

A Equatorial Energia foi o maior vencedora do leilão, arrematando 7 lotes. O grupo atua como distribuidora de energia no Pará (Celpa) e Maranhão (Cemar), como geradora (Termoelétrica Geramar) e agora fará a sua estreia na operação de transmissão de energia. 

"Atingimos o nosso propósito que era constituir uma empresa de transmissão de energia", comemorou Firmino Sampaio Neto, presidente do Conselho de Administração da Equatorial Energia, acrescentando que o grupo possui liquidez e que não haverá complicação para custear os projetos contratados. 

Outros destaques foram a Taesa, que arrematou lotes individualmente e em colaboração com a Cteep, e o consórcio formado pela espanhola Cymi Holding com o fundo FIP Brasil Energia. 
Os grupos chineses, que se destacaram nos últimos leilões, tiveram presença limitada dessa vez, vencendo somente um lote por intermédio da participação detida na EDP. 
O outros grupos ou empresas vencedoras foram: Consórcio ECB Mota Engil (Construtora Brasil com 99% e Mota Engil com 1%), Consórcio Olympus (Alupar com 99%, Perfin com 0,5% e Apolo 11 com 0,5%), a Empresa Amazonense de Transmissão de Energia e a CTEEP (Companhia de Transmissão de energia Elétrica Paulista). 

O prazo das obras varia de 42 a 60 meses e as concessões de 30 anos valem o partir da assinatura dos contratos.

Resultado de sucesso

O diretor da Aneel, José Jurhosa Junior, classificou o resultado como “sucesso fantástico” e disse que o maior disputa e a maior deságio refletem “ maior confiança dos investidores” na área de energia. 

De acordo com ele, somados o outros 14 lotes arrematados no leilão anterior em abril, a Aneel garantiu neste ano a contratação de R$ 18,5 bilhões de investimentos em projetos de transmissão, 76% da total pretendido, que garantirão o escoamento de energia de usinas previstas para entrar em operação nos próximos anos. 

Segundo a Aneel, os valores de contratação com deságio representam inclusive maior vantagem ao consumidor, na medida onde valores de remuneração mais baixos para as empresas tendem o resultar em menor repasse de custos para os consumidores . 
A Aneel deseja realizar o próximo leilão ainda no primeiro trimestre do ano que vem com previsão de R$ 12 bilhões em investimentos.

Confira abaixo o resultado dos 24 lotes ofertados:

LOTE 1 - Bahia
Vencedor: Consórcio CP II – Nasspe E.P. (90%) e BTG Pactual (10%) com proposta de R$ 76.700.000,00
Deságio: 10,22%

Valor máximo de remuneração: R$ 85.435.520,00
- LT 500 kV Sapeaçu - Poções III C1, com 260 km

LOTE 2 - Bahia e Minas Gerais (lote condicionante dos lotes 3, 4, 5 e 6)
Vencedor: Consórcio Olympus – 99% Alupar, 0,5% Perfin e 0,5% Apolo 11 P com proposta de R$ 214.700.000
Deságio: 18,85%

Valor máximo: R$ 264.592.750,00
– LT 500 kV Poções III - Padre Paraíso 2 C1, com 334 km
– LT 500 kV Padre Paraíso 2- Governador Valadares 6 C1, com 207 km
– SE500kVPadreParaíso
– SE 500/230 kV Governador Valadares - (6+1res.) x200 MVA

LOTE 3 - Bahia e Minas Gerais (condicionado ao lote 2)
Vencedor: Consórcio Columbia – Taesa (50%) e Cteep (50%), com proposta de R$ 106.616.120,00
Deságio: zero

Valor máximo: R$ 106.616.120,00
– LT 500 kV Poções III- - Padre Paraíso 2 C2, com 338 km

LOTE 4, Minas Gerais (condicionado ao lote 2)
Vencedor: Consórcio Columbia – Taesa (50%) e Cteep (50%), com proposta de R$ 71.424.700,00
Deságio: zero

Valor máximo: R$ 71.424.700,00
– LT 500 kV Padre Paraíso 2- Governador Valadares 6 C2, com 208 km

LOTE 5, Minas Gerais (condicionado ao lote 2)
Vencedor: Consórcio ECB Mota Engil – Líder Construtora Brasil (99%) e Mota Engil (1%) com proposta de R$ 17.666.000,00
Deságio: 17,35%

Valor máximo: R$  21.377.040,00
– SE 500 kV Padre Paraíso 2 - Compensador Estático 500 kV (-150/+300) Mvar

LOTE6, Minas Gerais e Espírito Santo (condicionado ao lote 2 e condicionante do 7)
Vencedor: Consórcio Olympus – 99% Alupar, 0,5% Perfin e 0,5% Apolo 11, com proposta de R$ 145.986.950,00
Deságio: zero

Valor máximo: R$ 145.986.950,00
– LT 500 kV Governador Valadares 6 - Mutum C1, com 156 km
– LT 500 kV Mutum - Rio Novo do Sul C1, com 132 km
– SE 500 kV Mutum
– SE 500/345 kV Rio Novo do Sul - (3+1 Res) x 350 MVA

LOTE 7, Minas Gerais (condicionado ao lote 6)
Vencedor: não teve interessados e encalhou

Valor máximo: R$ 56.600.880,00
– LT 500 kV Governador Valadares 6- Mutum C2, com 165 km

LOTE 8, Bahia
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 77.832.000,00
Deságio: 15,99%

Valor máximo: R$ 92.657.020,00
- LT 500 kV Rio da Éguas- Barreiras II C2, com 251 km

LOTE 9, Bahia (condicionante do lote 10)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 70.588.000,00
Deságio: 27,99%

Valor máximo: R$ 98.038.240,00
-  LT 500 kV Barreiras II- Buritirama C1, com 213 km
– SE 500 kV Buritirama

LOTE 10, Piauí e Bahia(condicionado ao lote 9)
Vencedor: Consórcio Sertanejo – Cymi Holding (50%) e FIP Brasil Energia (50%), com proposta de R$ 148.308.000,00
Deságio:13,4%

Valor máximo: R$ 171.256.970,00
– LT 500 kV Queimada Nova II -  Curral Novo do Piauí II C1, com 109 km;
– LT 500 kV Buritirama- Queimada Nova II, C1, com 376 km;
– SE500kVQueimadaNovaII 

LOTE 11, Piauí, Pernambuco e Ceará (condicionado ao lote 10)
Vencedor: não teve interessados e encalhou

Valor máximo: R$ 91.702.100,00
– LT 500 kV Queimada Nova II - Milagres II C1, com 322 km

LOTE 12, Bahia e Piauí  (condicionado aolote 10)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 102.900.000,00
Deságio: 9,99%

Valor máximo: R$ 114.331.590,00
– LT 500 kV Buritirama - Queimada Nova II, C2, com 380 km

LOTE 13, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará
Vencedor: Consórcio Sertanejo - Cymi Holding (50%) e FIP Brasil Energia (50%), com proposta de R$ 111.495.000,00
Deságio: 21,5%

Valor máximo: R$ 142.032,740,00
– LT 500 kV Açu III- Milagres II C2, com 292 km
– LT 500 kV Açu III- João Câmara III C2, com 143 km

LOTE 14, Minas Gerais e Bahia(condicionante dos lotes 15,16 e 18)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 185.598.000,00
Deságio: 16,79%

Valor máximo: R$ 223.056.850,00
– LT 500 kV Igaporã III- Janaúba 3 C1, com 257 km
– LT 500 kV Janaúba 3- Presidente Juscelino C1, com 337 km
– SE 500 kV Janaúba 3 (novo pátio de 500 kV– parte 1)

LOTE 15, Minas Gerais e Bahia (condicionado ao lote 14)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 85.642.000,00
Deságio:  5,99%

Valor máximo: R$ 91.107.990,00
– LT 500 kV Igaporã III - Janaúba 3 C2, com 257 km

LOTE 16, Minas Gerais (condicionado ao lote 14)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 106.179.000,00
Desáfio: zero

Valor máximo: R$ 106.179.410,00
– LT 500 kV Janaúba 3- Presidente Juscelino C2, com 330 km.

LOTE 17, Minas Gerais eBahia (condicionante dolote 18)
Vencedor: Taesa, com proposta de R$ 174.624.789,00
Deságio: 13,05%

Valor máximo: R$ 200.856.670,00
-  LT 500 kV Bom Jesus da Lapa II- Janaúba 3 C1, com 304 km
- LT 500 kV Janaúba 3 - Pirapora 2 C1, com 238 km
- SE 500 kV Janaúba 3 - novo pátio de 500 kV - parte 2

LOTE 18, Minas Gerais(condicionado aoslotes 14 e 17)
Vencedor: Consórcio Transmissão do Brasil – FIP Pátria Infraestrutura III (99%) e FTRSPE 3 (1%) com proposta de R$ 39.400.000,00
Deságio: 16,76%

Valor máximo: R$ 47.337.730,00
– SE 500 kV Janaúba 3 - Compensadores Síncronos - 2 x (-90/150) Mvar

LOTE 19, Minas Gerais:
Não recebeu propostas e encalhou
Valor máximo: R$ 57.221.880,00
– LT 500 kV Presidente Juscelino- Itabira 5 C2, com 189 km

LOTE20, Goiás, Minas Gerais e Bahia
Vencedor: Sertanejo– Cymi Holding (50%) e FIP Brasil Energia (50%), com proposta de R$ 130.510.000,00
Deságio: 17,72%

Valor máximo: R$ 158.620.390,00
– LT 500 kV Rio das Éguas - Arinos 2 C1, com 230 km
– LT 500 kV Arinos 2- Pirapora 2 C1, com 221 km;
– SE 500 kV Arinos 2

LOTE21, Espírito Santo(condicionante do lote 22)
Vencedor: CTEEP, com proposta de R$ 47.200.000,00
Deságio: 25,14%

Valor máximo: R$ 63.059.310,00
– LT 345 kV Viana 2– João Neiva 2– 79 km
– SE 345/138 kV João Neiva 2, (9+1Res) x 133 MVA e Compensador Estático 345 kV(-150/+150) Mvar

LOTE 22,  Minas Gerais e Espírito Santo (condicionado aolote 21)
Vencedor: Empresa Amazonense de Transmissão de energia, com proposta de R$ 101.019.640,00
Deságio: zero

Valor máximo: R$ 101.019.640,00
– LT 500 kV Mesquita- João Neiva 2, com 236 km
– SE 500/345 kV João Neiva 2, 500/345 kV   (3+1Res) x 350 MVA;

LOTE 23, Pará
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 89.784.000,00
deságio: zero

Valor máximo: R$ 89.784.520,00
– LT 500 kV Vila do Conde- Marituba- 56,1 km
– LT 230kV Marituba- Castanhal- 68,6 km
– SE 500/230 kV Marituba - (3+1R)x300MVA
- SE 230/69 kV Marituba - 2X200MVA

LOTE 24, Espírito Santo
Vencedor: EDP Energias do Brasil, com proposta de R$ 20.718.075,00
Deságio: 5,2%

Valor máximo: R$ 21.854.510,00
– SE 230/138 kV São Mateus 2 (nova)
– LT 230 kV Linhares 2- São Mateus 2 - 113 km

Referência: G1 Economia 


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Dados da ANEEL sobre geração distribuída

Você sabia que o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica e fornecer o excedente para a sua distribuidora? Trata-se do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, que permite ao consumidor usar energia gerada através micro ou minigeração distribuída em sua casa, comércio ou indústria, conforme regulamento da ANEEL. Ao gerar energia a partir de qualquer fonte renovável ou cogeração qualificada, o consumidor alia economia financeira e consciência socioambiental. Além disso, quando se gera mais do que se consome, a energia é fornecida para a distribuidora, gerando créditos que podem ser consumidos em até 60 meses.

Dados da ANEEL referente a geração distribuída.

Dados da ANEEL referente a geração distribuída.

Micro e Minigeração Distribuídas

Desde 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis (como energia solar, energia eólica) ou cogeração qualificada e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Trata-se da micro e da minigeração distribuídas de energia elétrica, inovações que podem aliar na economia financeira, consciência socioambiental e autossustentabilidade.

Os estímulos à geração distribuída se justificam pelos potenciais benefícios que tal modalidade pode proporcionar ao sistema elétrico. Entre eles, estão o retardação de investimentos em expansão dos sistemas de transmissão e distribuição, o impacto ambiental é baixo, a redução no carregamento das redes, a minimização das perdas de energia e a diversificação da matriz energética.

Com o objetivo de reduzir os custos e tempo para a conexão da microgeração e minigeração; compatibilizar o Sistema de Compensação de Energia Elétrica com as Condições Gerais de Fornecimento (Resolução Normativa nº 414/2010); aumentar o público alvo; e melhorar as informações na fatura, a ANEEL publicou a Resolução Normativa nº 687/2015 revisando a Resolução Normativa nº 482/2012.
 

Principais inovações

Segundo as novas regras, que começaram a valer em 1º de março de 2016, é permitido o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e minigeração distribuída aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses.

Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores. É a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam e utilizem a energia solar gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para se conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, a ANEEL estabeleceu regras que simplificam o processo: foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor e o prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. Adicionalmente, a partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.


Crédito de energia

Caso a energia injetada na rede seja superior à consumida, cria-se um “crédito de energia” que não pode ser revertido em dinheiro, mas pode ser utilizado para abater o consumo da unidade consumidora nos meses subsequentes ou em outras unidades de mesma titularidade (desde que todas as unidades estejam na mesma área de concessão), com validade de 60 meses.

Um exemplo é o da microgeração por fonte solar fotovoltaica: de dia, a “sobra” da energia solar gerada pela central é passada para a rede; à noite, a rede devolve a energia para a unidade consumidora e supre necessidades adicionais. Portanto, a rede funciona como uma bateria, armazenando o excedente até o momento em que a unidade consumidora necessite de energia proveniente da distribuidora.


Fonte: Aneel


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Aprovado projeto que concede benefícios para a energia produzida por micro e minigeradores

Isentar o ICMS na compra e venda de equipamentos e componentes para a geração de energia alternativa, bem como para o aproveitamento da energia elétrica gerada por microgeradores e minigeradores é o que determina o projeto de lei nº 378/2015, do deputado Ademar Traiano (PSDB), presidente do Legislativo estadual. A matéria foi aprovada em primeiro turno com 42 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção, na sessão desta terça-feira (12) na Assembléia Legislativa do Paraná (Alep).

Pela proposta, a base de cálculo do ICMS sobre a energia produzida por mini e microgeradores deverá ser reduzida, sendo cobrada apenas sobre o excedente da produção que será incorporada ao sistema elétrico e não mais sobre a energia produzida e consumida pela unidade produtora.

O autor justifica o projeto no fato de que a produção de energia alternativa é a peça chave para o desenvolvimento sustentável e um modo de contribuir para o crescimento econômico e industrial do Paraná. “Estamos tentando implantar no Paraná o que já ocorre em outros estados da Federação. O Paraná é um estado de vanguarda e não pode ficar a mercê nesse momento tão importante para a economia do estado”, defendeu.

Os microgeradores têm capacidade de produção de até 100kW, enquanto que os minigeradores tem produção entre 100kW e 1MW. Os dois casos tem fontes com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, conectada na rede de distribuição por meios de instalação de unidades consumidoras. A concessão do benefício estará baseada em normas estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e amparada pelo convênio 16/2015, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “Todos os temas aqui elencados no projeto estão contemplados pelo Confaz. Não estamos inovando nem inventando. Já estamos trabalhando em algo que tem proteção jurídica”, explicou Traiano.

Discussão

O projeto 378/2015 vem sendo debatido amplamente na Alep, inclusive, na última segunda-feira (11), foi realizada uma audiência pública em que empresários e especialistas do setor elétrico apresentaram sugestões para aprimorar o conteúdo da matéria. Eventuais emendas ao projeto poderão ser apresentadas quando ele entrar na pauta para a segunda discussão.

Os especialistas foram unânimes em afirmar que o Paraná precisa investir em incentivos fiscais para que o setor possa crescer e, com isso, contribuir para o desenvolvimento econômico e industrial do estado.

Ouça o boletim relacionado

Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná


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Regras da Aneel para a Geração Distribuída

Regras da Aneel para a Geração Distribuída

Sim!! A Resolução Normativa nº 482/2012 permite a instalação de geração distribuída em local diferente do ponto de consumo.