baterias

Projeto de armazenamento de 90 MW, na Alemanha, está completo

Localizado em Lünen, o primeiro de seis projetos de armazenamento de larga escala já foi instalado e começou a funcionar em fase de testes. O projeto visa instalar 90 MW de capacidade de armazenamento em toda a Alemanha no próximo ano.

armazenamento + energia solar

O fornecedor de energia alemã Steag finalizou a instalação inicial do seu conjunto de bateria de larga escala próximo o uma estação de energia na cidade de Lünen. 

O sistema de armazenamento de 15 MW utiliza baterias de lítio-ion LG Chem e é o primeiro de seis projetos de teste planeados para toda a Alemanha nos próximos 12 meses. O projeto de 90MW teve um investimento de 100 milhões de euros e está prevista para iniciar o funcionamento comercial no começo de 2017.

A construção deste projeto de armazenamento começou na final de Março, e oatual fase de testes já é um marco muito importante o fim do que, uma vez concluída, tornar-se-á um das maiores projetos de armazenamento do mundo. 

O sistema de armazenamento de 15 MW é composto por 11 recipientes e todos os transformadores e equipamentos auxiliares associados.

Steag, que possui matriz em Essen, irá preencher os cinco sistemas de armazenamento restantes ao longo dos próximos meses. A localização de cada um dos projetos será continuamente próximo das suas próprias centrais como uma forma de proporcionar o poder de controle primário, essencialmente estabilizar as frequências da rede durante os momentos de flutuações de curto prazo na rede. “Utilizar as locais das instalações existentes fornece sinergias na infra-estruturas e, portanto, mantém os custos de investimento baixos”, disse um comunicado da Steag. 

As locais dos centrais de energia incluem Lünen, Herne e Duisburg-Walsum no estado de North Rhine-Westphalia, e Bexbach, Fenne e Weiher em Saarland.

Teremos de esperar pelo fim da fase de testes para que possamos saber se é possível e justificável começar a instalar centrais de armazenamento, como estas, em todas as centrais de energia.

Fonte: Blog Energia.

Conheça a Solar Bike, a bicicleta elétrica movida por energia solar

Que tal unir duas tecnologias limpas para melhorar a mobilidade urbana? Esta foi a ideia do dinamarquês Jesper Frausig. Depois de três anos desenvolvendo o produto, muitos testes e dois protótipos, o engenheiro apresenta a Solar Bike.

Solar Bike.

Solar Bike.

Diferentemente das bicicletas elétricas convencionais que precisam ser recarregadas em tomadas, a Solar Bike tem células solares acopladas nas rodas, que garantem a autonomia da bateria por cerca de 70 quilômetros.

A magrela dinamarquesa alcança cerca de 25 a 50 quilômetros por hora, assegura o engenheiro. A recarga da bateria é feita no momento em que a bicicleta está parada, em pé, em lugares ensolarados. Quando o ciclista está pedalando, a bateria, instalada no tubo acima dos pedais, alimenta o motor.

A intenção de Frausig, que escreveu sobre a Solar Bike na sua tese de mestrado na Universidade de Berlim, é estimular o uso das bikes nas cidades, ele cita o exemplo de Copenhague, a capital da Dinamarca já é um dos lugares onde elas são mais utilizadasSegundo ele, a Solar Bike pode ser usada por pessoas mais velhas e em serviços de entrega e transporte, principalmente em países onde o acesso à energia elétrica ainda é limitado.

Por último, acabou aquela desculpa para não deixar o carro em casa e ir de bicicleta para o trabalho porque vai chegar suado: com a elétrica, não se faz esforço! E também não se emite dióxido de carbono na atmosfera, evitando o aquecimento global e deixando o  ar mais limpo.

A inovação está concorrendo ao prêmio internacional Index – Design to Improve Life 2015 (Design para Melhorar a Vida, em português) na categoria Comunidade. Considerada uma das mais importantes do mundo no setor de design para sustentabilidade, a premiação concederá ao vencedor €500 mil.

Veja no vídeo abaixo a Solar Bike em ação:

Fonte: Suzana Camargo, colunista do Planeta Sustentável.

Bateria para energias renováveis é criada, inspirada nas vitaminas

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, identificaram uma nova classe de moléculas orgânicas de alto desempenho, inspiradas na vitamina B2, presente em alimentos como leite, ovos, fígado e espinafre, a resposta para uma bateria de baixo custo e alta performance, que não fosse tóxica, inflamável ou corrosiva. e que podem armazenar eletricidade de fontes de energia intermitentes, como a energia solar e a eólica, em grandes baterias de fluxo.

Em vez de armazenar energia internamente, a bateria de fluxo armazena a eletricidade em produtos químicos que podem ser mantidos em tanques.

Em vez de armazenar energia internamente, a bateria de fluxo armazena a eletricidade em produtos químicos que podem ser mantidos em tanques.

Baterias de fluxo armazenam energia em soluções químicas que podem ser armazenadas em tanques externos - quanto maior o tanque, mais energia elas armazenam. O desenvolvimento é um melhoramento da tecnologia de bateria de fluxo orgânica desenvolvida pela equipe em 2014. Eliminando a necessidade de metais, a energia é armazenada em moléculas orgânicas chamadas quinonas e em uma substância usada como aditivo alimentar, chamado ferrocianeto.

Aquele avanço foi um divisor de águas no armazenamento de energias renováveis, produzindo o primeiro produto químico de alto desempenho, não-inflamável, não-tóxico, não corrosivo e de baixo custo para armazenar eletricidade em grande escala.

Ainda assim, a equipe não se deu por satisfeita, e continuou explorando outras moléculas orgânicas em busca de um desempenho ainda melhor.

Inspiração na vitamina B2

"Agora, depois de analisar cerca de um milhão de diferentes quinonas, desenvolvemos uma nova classe de eletrólitos para baterias que expande as possibilidades daquilo que podemos fazer," disse o pesquisador Kaixiang Lin. "Sua síntese simples significa que eles poderão ser manufaturados em larga escala a um custo muito baixo, o que é um objetivo importante deste projeto."

Para criar a nova classe de moléculas orgânicas, a equipe se inspirou na vitamina B2, que ajuda a armazenar a energia dos alimentos no nosso corpo. A principal diferença entre a vitamina B2 e as quinonas é que, em vez de átomos de oxigênio, são átomos de nitrogênio que se encarregam de capturar e emitir elétrons.

"Nós projetamos essas moléculas para atender às necessidades da nossa bateria, mas de fato foi a natureza que sugeriu essa forma de armazenar energia. A natureza criou moléculas semelhantes que são muito importantes no armazenamento de energia em nossos corpos," disse o professor Roy Gordon, coordenador do trabalho.

O escritório de desenvolvimento tecnológico de Harvard também está de olho em empresas bem posicionadas no mercado de energia para comercializar esses novos compostos - quanto menos elas agredirem o meio ambiente, melhor. Afinal, energia de fontes renováveis guardada em baterias sujas são um contrasenso.

Fonte: A Tarde.

Para combater as alterações climáticas, precisamos "uberizar" o mercado de energia

Os clientes terão escolhas, e se novas tecnologias energéticas são melhores, mais baratas e mais limpas do que as antigas, isso é o que os clientes irão escolher.

A era da economia através energia limpa está chegando

Novas tendências como a rede “inteligente”, a energia solar , as baterias de armazenamento e a internet da energia estão convergindo e os benefícios econômicos são claros.

A mudança está a chegando no âmbito da energia. A mudança para possibilitar uma renovada economia da energia está ocorrendo. Num país como a Austrália, rico em energia, seja no solo ou a cima dele, esta transição já é ágil e profunda. Há bastante a ser perdido por aqueles que não conseguirem seguir o ritmo. 

O governo Americano investiu 1 bilhão de dólares para o Fundo de Inovação em Energia Limpa. O fundo terá como meta principal “conquistar uma renda ou um retorno lucrativo” na dívida e na capital próprio referente à energia renovável, eficiência energética e tecnologias de baixa emissão. Enquanto vários vão argumentam o modo certo para utilizar o dinheiro, investimentos que nem esses gostam que o tempo seja perfeitamente cronometrado. 

Existem várias de tecnologias convergentes conduzindo essa transição. As suas interações afetarão o modo como viajamos, como vivemos, a maneira como as nossas cidades e casas são feitas, o nosso abastecimento de combustível e a atitude em relação à eficiência energética, e também inclusive mesmo a forma como interagimos. 

Uma das tecnologias em fase de maturidade é a solar. Nos últimos 5 anos, a energia solar tornou-se um grande parte da setor global energético. A operadora australiana do mercado de energia estimou, no ano passado, que até 2023/24 o estado da Austrália do Sul pode, ocasionalmente, ter todas as suas necessidades de eletricidade atendidas pelos sistemas solares em telhados nas suas áreas urbanas, sem auxilio de carvão, gás natural ou óleo. 

Juntamente com outras fontes renováveis, a energia fotovoltaica está tornando-se mais competitiva.

A tecnologia fotovoltaica é certamente a opção mais barata de geração de eletricidade pois ao pode de entrega de energia através da rede já existente. Para além do que já é, prevê-se que fique ainda mais barata. 

Outro fator é o armazenamento da energia. As evoluções nas tecnologias associadas ás baterias e a redução nos custos estão auxiliando o superar a intermitência das energias renováveis. O impulso da Tesla para o mercado é apenas o começo de uma década em que os carros elétricos vão se tornar notadamente mais comuns, e no núcleo de cada carro elétrico estará uma bateria que poderá armazenar energia suficiente para servir uma casa típica por dias. Os nossos carros servirão como baterias portáteis que conseguirão ser ligadas ás nossas casas utilizando a energia para fins domésticos. 

Este atual era energética será mais complexa, exigindo diálogo entre os fornecedores de energia e os consumidores tal como nunca ocorreu antes. Controlando isto será a “internet” da energia, uma vasta gama de dispositivos interconectados que produzem, armazenam e usam energia. Esses dispositivos irão comunicar os seus déficits de energia e excedentes e transportar a energia para o lugar em que ela é mais necessária, bem como possibilitando aos consumidores controlar remotamente os seus dispositivos a fim de otimizar o uso da energia. Esta capacidade permitirá diversa gama de novas tecnologias energéticas e modelos de negócios a surgir. Os consumidores terão mais a dizer a respeito da energia que utilizam e como a utilizam, através do entendimento digital essas necessidades chegarão aos fornecedores e esse serão capazes de potencializar os seus serviços. 

Outra técnica que atingirá a idade madura é a rede energética “inteligente” (“smart” energy grid). Independentemente da potencial de auto-suficiência renovável, a rede não se tornará obsoleta. Os postes e as infra-estruturas possibilitará aos usuários fazerem cargas e descargas de energia para potencializar a relação custo-eficácia. Como a utilização da energia será otimizada, o consumo não calculado vai diminuir.

Assim como ocorre com qualquer mudança importante, haverá vencedores e perdedores. Prevendo e aproveitando a potencialidade da convergência não será tranquilo para os operadores mais antigos ou para as recentes que surgirão. Será fundamental um investimento significativo para desenvolver e comercializar serviços e tecnologias capazes de empregar as possibilidades de convergência. Porém a potencial de retorno para as empresas será amplo. 

Haverá além disso outros benefícios para além das inerentes à energia. Até agora, pouco foram mencionadas as emissões. A mudança energética está acontecendo sem referência ao seu valor ambiental. O consenso final publicado na COP21, a conferência relacionada com as mudanças climáticas dos 21 países, realizada em Paris nos mês de dezembro do ano passado, visa principalmente zero emissões em 2050, por todo o mundo. Por que será que todos os governos estão dispostos o concordar com tais metas ambiciosas? Os governos estão vendo sinais de soluções concretas, reais e emergentes nos mercados da energia. O calendário delineado em Paris para a redução de emissões parece alinhar perfeitamente com a convergência de tecnologias publicada. Isto, certamente, poderia ser apenas uma coincidência porém, nessa situação, é bem cronometrada. 

A redução das emissões de carbono, da economia global, tem agora uma rota que está a começar a fazer algum sentido comercial. O carvão, o petróleo e o gás continuaram a ser os fornecedores energéticos primários por mais algum tempo.

Com o surgimento das novas tecnologias não será preciso convencer as pessoas sobre os benefícios que haverão no meio ambiente e na rede de energia, pois vamos estar muito ocupados e concentrados nos benefícios econômicos.

Fonte: Blog-Energia 


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