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Início da parceria SENAI e COSOL

A Startup COSOL Condomínio Solar foi uma das selecionadas do Edital de Inovação da SENAI com seu projeto de inovação Internet de Energias Renováveis (IoRE).

Startup recebe R$ 400 mil em Edital de Inovação para a Indústria

Os projetos selecionados terão o suporte de até R$ 400 mil, no formato de prestação de serviços, dos Institutos de Inovação e Tecnologia do Senai para realizar a execução e o desenvolvimento do projeto.

Economia colaborativa, uma saída na crise

o Brasil lidera o desenvolvimento da economia compartilhada na América Latina.

Dados da ANEEL sobre geração distribuída

Você sabia que o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica e fornecer o excedente para a sua distribuidora? Trata-se do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, que permite ao consumidor usar energia gerada através micro ou minigeração distribuída em sua casa, comércio ou indústria, conforme regulamento da ANEEL. Ao gerar energia a partir de qualquer fonte renovável ou cogeração qualificada, o consumidor alia economia financeira e consciência socioambiental. Além disso, quando se gera mais do que se consome, a energia é fornecida para a distribuidora, gerando créditos que podem ser consumidos em até 60 meses.

Dados da ANEEL referente a geração distribuída.

Dados da ANEEL referente a geração distribuída.

Micro e Minigeração Distribuídas

Desde 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis (como energia solar, energia eólica) ou cogeração qualificada e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Trata-se da micro e da minigeração distribuídas de energia elétrica, inovações que podem aliar na economia financeira, consciência socioambiental e autossustentabilidade.

Os estímulos à geração distribuída se justificam pelos potenciais benefícios que tal modalidade pode proporcionar ao sistema elétrico. Entre eles, estão o retardação de investimentos em expansão dos sistemas de transmissão e distribuição, o impacto ambiental é baixo, a redução no carregamento das redes, a minimização das perdas de energia e a diversificação da matriz energética.

Com o objetivo de reduzir os custos e tempo para a conexão da microgeração e minigeração; compatibilizar o Sistema de Compensação de Energia Elétrica com as Condições Gerais de Fornecimento (Resolução Normativa nº 414/2010); aumentar o público alvo; e melhorar as informações na fatura, a ANEEL publicou a Resolução Normativa nº 687/2015 revisando a Resolução Normativa nº 482/2012.
 

Principais inovações

Segundo as novas regras, que começaram a valer em 1º de março de 2016, é permitido o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e minigeração distribuída aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses.

Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores. É a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam e utilizem a energia solar gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para se conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, a ANEEL estabeleceu regras que simplificam o processo: foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor e o prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. Adicionalmente, a partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.


Crédito de energia

Caso a energia injetada na rede seja superior à consumida, cria-se um “crédito de energia” que não pode ser revertido em dinheiro, mas pode ser utilizado para abater o consumo da unidade consumidora nos meses subsequentes ou em outras unidades de mesma titularidade (desde que todas as unidades estejam na mesma área de concessão), com validade de 60 meses.

Um exemplo é o da microgeração por fonte solar fotovoltaica: de dia, a “sobra” da energia solar gerada pela central é passada para a rede; à noite, a rede devolve a energia para a unidade consumidora e supre necessidades adicionais. Portanto, a rede funciona como uma bateria, armazenando o excedente até o momento em que a unidade consumidora necessite de energia proveniente da distribuidora.


Fonte: Aneel


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Condomínio Solar: O que é?

Condomínio solar - também conhecido como geração solar compartilhada - refere-se a uma usina solar com eletricidade distribuída para várias famílias ou empresas.

Condomínio solar caracterizado pelo conjunto de lotes solares

Condomínio solar caracterizado pelo conjunto de lotes solares

O principal objetivo do condomínio de energia solar é de possibilitar que os membros da sociedade interessados nessa proposta tenham a oportunidade de compartilhar dos benefícios dessa energia, mesmo que eles não tenham acessibilidade ao telhado ou prefiram não instalar painéis solares em sua propriedade. Os participantes do projeto beneficiam-se da eletricidade gerada pelo condomínio que custa menos do que o preço que seria normalmente pago pela energia nas distribuidoras.

Condomínio solar é o mesmo que energia solar compartilhada ou colaborativa, em Português, pois tem vários donos da mesma usina. A configuração jurídica de um condomínio pode ser formatada via cooperativa ou consórcio. São categorias jurídicas referente a formação de entidades legais, não categorias de geração de energia. A Resolução Normativa 687/15 da ANEEL define claramente o autoconsumo remoto e geração compartilhada como formas que possibilitam o modelo de condomínio solar.

 

O que a comunidade solar não é

A seguir estão algumas das abordagens que às vezes são confundidas com o condomínio solar:

Compras Coletivas: Grupos de ofertas de compras permitem que um grande número de famílias ou empresas comprem os seus próprios sistemas solares individuais com taxas a granel, através de negociações com uma empresa de instalação solar. Como tal, compras em grupo não resultam em um projeto comum, cada participante beneficia-se separadamente. Em contraste, num projeto de condomínio solar, todos os participantes beneficiam-se do mesmo sistema, que geralmente está localizado num pedaço de terra que não necessariamente precisa ser da propriedade de qualquer um dos participantes e funciona com geração remota.

Tarifa de energia verde: As tarifas de energia verde permitem que os clientes de uma distribuidora compram eletricidade a partir de usinas sustentáveis principalmente da geração de energia renovável solar e eólica. Aqueles que se inscreverem na tarifa verde geralmente não fazem com a finalidade de poupar dinheiro em suas contas de energia, mas eles pagam um preço extra para a eletricidade verde, gerada por parques solares ou eólicas. A participação em um plano de energia verde não resulta necessariamente na construção das usinas adicionais de energia renovável, pois a eletricidade pode ser proveniente de instalações já existentes. A maioria dos condomínios solares, por outro lado, são desenvolvidos com um objetivo principal de poupar o dinheiro dos participantes reduzindo as suas contas de energia com a construção das novas usinas.

Fundos de investimento: Um fundo de investimento junta recursos de um grande número de investidores apenas interessados em retorno financeiro. Sob esses acordos, a compra é configurada puramente como um investimento, e a energia gerada por esse sistema não está associada a fatura de eletricidade do participante nem precisa estar localizado na mesma região da distribuição, Estado, provavelmente nem no mesmo país. Os retornos desses projetos podem ser tributados, ao passo que os benefícios de uma central de geração compartilhada não o são.

 

Condomínio solar, valor mobiliário e impostos

Em condomínios solares existem duas modalidades: Os compradores dos lotes solares podem optar pelo uso da energia como auto geração, recebendo desconto na conta de energia ou comprar como um investimento financeiro com a finalidade de arrendamento para obtenção de lucro, do mesmo jeito que comprar um apartamento em um condomínio residencial para morar ou receber aluguel.

Para evitar leis de valores mobiliários complicados, aplicados no Brasil através da CVM, e a possibilidade de tributação associados, os desenvolvedores e administradores de projetos solares trabalham para assegurar que os seus projetos sejam juridicamente distintos dos investimentos convencionais, tributáveis. Isso é o interesse do próprio governo também se esforçando pela criação dos incentivos para a geração distribuída com fontes renováveis. Os participantes dos condomínios solares, portanto, compram diretamente os lotes concretos como se fosse loteamento residencial. Por estas razões, geralmente há regras que regem a participação nos condomínios. Por exemplo, os consumidores de energia participantes são os que estão geograficamente localizados dentro da área de concessão ou permissão de uma distribuidora caso de aluguel ou se a compra for com intuito de autogeração.

Crowdfunding Online: Empresas como a COSOL abriram o investimento em energia renovável para a população através de plataforma on-line permitindo que praticamente qualquer pessoa passe a investir em lotes de novas instalações de sistemas de energia solar. Diferente dos fundos de investimento, nesse caso cada investidor compra seu lote concreto identificado e cadastrado pela COSOL e não apenas uma quota de participação financeiro. Assim a compra do lote não é considerada um valor mobiliário mas sim um imóvel com geração instalada. Dado o proprietário pode usar o lote para o próprio consumo ou arrendar para terceiro no mesmo Estado da usina e a locação é independente do condomínio solar ou da plataforma intermediário, não configura investimento mobiliário pois o rendimento não advém dos esforços de terceiros, assim nem é competência da CVM.

 

 

Quais são os benefícios?

Por ser um conceito relativamente novo, novos grupos, empresas e consumidores em geral estão entrando nesta indústria de geração própria de energia. Por esta razão, é importante que qualquer um que considere uma vantagem utilize formas de comparação da energia solar em todas as ofertas disponíveis, incluindo opções de instalação nos telhados, a fim de encontrar o que oferece o melhor valor para eles.

Em poucas palavras, um condomínio solar oferece a oportunidade para praticamente qualquer pessoa poder gerar a própria energia solar, sem a necessidade da instalação de painéis solares em seu telhado ou sua propriedade. Isso é principalmente interessante em cidades verticais onde as pessoas não tem acesso ao telhado e mesmo em casas onde o riso de furto ou sombreamento futuro é considerável.

Resumo de como funciona uma geração remota, através do condomínio solar. - Créditos da imagem: Prátil.

Resumo de como funciona uma geração remota, através do condomínio solar. - Créditos da imagem: Prátil.

 

Benefícios financeiros do condomínio solar

Graças principalmente ao sistema de compensação, em um número crescente de Estados, a opção de geração compartilhada de energia solar está ganhando força como principal meio para aqueles que não podem gerar a energia solar na cobertura de usufruir dos benefícios que os sistemas de energia solar oferecer.

Assim como um sistema de energia solar instalado em um telhado, o sistema de compensação permite que uma família ou empresa receba os créditos associados a um projeto de energia renovável com outros consumidores, os quais não compartilham de um mesmo medidor de eletricidade. Esses créditos valem tanto quanto o que eles iriam pagar pela eletricidade para a distribuidora. Por exemplo, cada unidade (quilowatt-hora ou kWh) de eletricidade gerada pelo condomínio solar será efetivamente descontado da conta de energia do participante em uma base de um para um; Se a parte do participante da planta produz 5kWh de energia elétrica em um determinado dia, eles receberão 5kWh de créditos de medição em sua conta de energia quais possa usar dentro de 5 anos.

Enquanto a compensação está ajudando a promover projetos de energia solar em todo o país, outros modelos já estão surgindo para permitir que os consumidores e desenvolvedores possam se envolver. Um relatório sobre o futuro da energia solar elaborado pelo Departamento de Recursos Energéticos de Massachusetts (FAZEDOR, sigla em inglês) sugere que outros programas podem suplantar o sistema de compensação, como cotas de medição estaduais que são preenchidos e modelos alternativos tornam-se mais comuns. Embora o relatório é para o contexto Massachusetts, suas observações se aplicam a outros Estados e Países também.

Os créditos tributários incentivam diretamente as empresas a financiar o desenvolvimento das usinas nos casos em que o condomínio possua insuficientes apetite fiscal (ou seja, eles não pagam o suficiente em impostos para beneficiar de um crédito de imposto). Eles também reduzem o custo de instalação de um sistema, assim a eletricidade do sistema fotovoltaica torna-se mais acessível, graças a capacidade em se beneficiar dos incentivos, incluindo governamentais federais e estaduais como isenção do ICMS, PIS e COFINS.

Embora projetos de energia solar compartilhados visem ajudar os participantes a economizar dinheiro, também pode haver casos em que os resultados ambientais ou sociais são o objetivo principal. 

 

Modelos de participação

Os projetos e programas solares compartilhados são normalmente oferecidos em dois formatos:

 

Projetos baseados em propriedade

Quando os projetos são baseados em propriedade, os participantes podem comprar seus painéis ou financiá-los através de um empréstimo concedido pelo desenvolvedor do projeto ou pelo seu próprio banco. Desta forma, os modelos baseados na propriedade são muito semelhantes aos da compra de um sistema, exceto, é claro, que nenhum sistema será instalado no telhado ou na propriedade do participante. Em vez disso, o participante irá possuir um determinado número de painéis na matriz, ou, em vez disso, um certo capacidade instalada expressado em kilowatts picos (por exemplo, 5 kWp) de capacidade total da planta solar (até 5 MWp no Brasil).

Nesses programas, os participantes só podem comprar lotes gerando energia suficiente para atender a seu consumo anual de eletricidade. A proporção correspondente a geração real do projeto serão creditados ao cliente através da sua fatura de eletricidade salvo arrendado para inquilinos.

 

Projetos baseados em aluguel

No modelo de condomínio solar baseados em aluguel, a participação é mais fluida: um o vários terceiros ou uma distribuidora irá desenvolver e possuir o projeto, podendo investir nele com o objetivo de aproveitar créditos fiscais associados e estender uma oportunidade para o público a participar . O projeto será geralmente administrado pelo diretoria do condomínio, que irá gerir as inscrições dos participantes e de faturamento. Ou seja os proprietários dos lotes, se quiserem podem arrendar-los para outros consumidores.

Os detalhes do programa podem variar, mas a maioria exigem taxas iniciais para se juntar ao mesmo tempo oferecendo economias de imediato. Neste caso, a subscrição de um projeto de condomínio solar é semelhante a inscrever-se para usar energia verde, exceto que em vez de pagar um prémio para energia limpa, os participantes vão pagar um preço mais baixo para a sua eletricidade.

Tal como acontece com projetos baseados em propriedade, há limites para a participação. Os inquilinos e proprietários autogeradores devem residir na área da distribuidora do condomínio, e a sua cota de energia através do projeto não ultrapassará 90% do seu uso de eletricidade.

Programas baseados em assinatura permitem que os participantes entrem ou saiam facilmente. Se um assinante decide optar por sair ou mudar para uma área de distribuição diferente, seu lugar será aberto para o próximo participante aspirante na fila de espera.

Referência: EnergySage


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A produção de energia e a preservação ambiental

Para crescer, o Brasil precisa de energia barata. O país necessita de energia o quanto antes e garante que adota medidas para preservar o meio ambiente e a população atingida. Mas as entidades ambientais, nacionais e internacionais, questionam essa proteção e defendem o incremento de energias alternativas, mesmo que a um custo maior. 

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Os relatórios do Greenpeace, sobre a construção de hidrelétricas na região amazônica, são críticos sobre a postura do governo brasileiro sobre a produção de energia. Num deles, afirma que a usina de Belo Monte, já em funcionamento, "resultou em uma pilha de problemas sociais, ambientais e econômicos". Os questionamentos se voltam agora para o projeto de mais uma grande barragem na região, a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, ainda não licitada mas com conclusão prevista para 2021.

Comandado pelo ministro Fernando Coelho Filho (foto), o Ministério de Minas e Energia, a despeito das críticas, afirma que as usinas hidrelétricas são importantes para o crescimento do país. Acrescenta, que a "nossa geografia favorável à geração desse tipo de energia, que ainda é a mais barata disponível na matriz elétrica brasileira". Afirma também, que "um país como o nosso, de grandes dimensões e em desenvolvimento, precisa expandir sua geração de energia elétrica". O governo garante que esses empreendimentos fixam previamente planos de compensação ambiental e social.

Mas para o Greenpeace, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto de São Luiz do Tapajós falha ao avaliar a viabilidade socioambiental da obra. "Com graves problemas metodológicos e omissão de informações, ele não mede adequadamente os impactos. Se tivesse sido realizado da forma correta, mostraria a inviabilidade desta hidrelétrica", diz a entidade internacional.

Diz ainda, que a obra ainda tem potencial de causar o desmatamento indireto de uma área de mais de 2 mil km² de florestas. O Greenpeace também questiona o custo dessas obras. Relata que as hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antonio e Jirau, mostram que os números podem chegar ao dobro. O custo inicial de Belo Monte foi "estimado em R$ 16 bilhões, valor que pulou para R$ 19 bilhões no momento do leilão e que hoje já soma cerca de R$ 30 bilhões".

O Brasil planeja construir, até 2024, 22 usinas hidrelétricas, que resultarão num aumento da produção de energia de 28.349 MW. Só a de São Luiz, que deve ficar pronta em 2021 e produção prevista é de 8.040 MW. O governo argumenta que a matriz energética brasileira é diversificada.

Seus dados estatísticos informam que, de 2014 a 2015, a produção de energia hidrelétrica cresceu 3%. Enquanto isso, a Bioenergia foi ampliada em 5,2%, a Fóssil em 3,4%, a Nuclear em 6,1%, a Eólica em 13,7% e a Solar em 94,3%. As autoridades pretendem demonstrar ainda, que mesmo buscando outras alternativas, não é viável mudar a matriz energética de um país não se faz da noite para o dia. Alega ainda que, atualmente, o custo de produção é elevado. A hidrelétrica  é a energia mais barata disponível. 

Para o Greenpece, o Brasil deveria investir ainda mais em "fontes renováveis de energia, como a eólica, a solar e a biomassa". Acelerar o processo. Cita usinas eólicas em construção na Bahia, no Ceará, no Piauí, no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo em que critica, a entidade propõe alternativas. Relata que a empresa franco-belga Engie anunciou disposição de investir R$ 8 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos. O foco é a energia solar distribuída.

E diz mais: "em 2015, a China alcançou dois novos recordes mundiais de energia limpa, por instalar 30,5 gigawatts (GW) de energia eólica e por instalar 16,5GW de energia solar. Por isso, a política do governo brasileiro seria "ultrapassada, de custo elevado, sérios impactos negativos socioambientais e um rastro de destruição ambiental". 

Fonte: O Globo.


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Produção de energia limpa ficará mais barata

Representantes do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica, organizações e deputados se reuniram na manhã desta quarta-feira para traçarem objetivos e planos que estimule investimentos para a geração de eletricidade por meio de energias renováveis no País.

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Durante as falas dos sete convidados que participaram do debate, foi unânime a expectativa de que os custos para geração, transmissão e distribuição de energia elétrica caracterizadas como energia renovável sejam reduzidos com o passar do tempo.

O objetivo do Deputado Vidigal era justamente fomentar o debate para ampliar a participação de energias renováveis como solar, eólica, biomassa e hidroelétrica, com o menor impacto possível. “Este é um tema muito presente e necessário, pois discutimos as energias renováveis para reduzir custo da tarifa. Se aumentarmos a oferta e reduzirmos o custo, teremos incentivo no nosso parque industrial e o custo reduzirá essa competitividade. Apesar de termos investido muito em renováveis não-hidráulicas, ainda há muito investimento direcionado nas hidrelétricas”, comentou Vidigal.

Na visão dos convidados, à medida com que se incentiva a implementação de sistemas de energia renovável, ampliando sua utilização através de incentivos e disseminação deste conhecimento, o custo destes sistemas tende a cair, em um país como o Brasil que tem grandes fontes renováveis disponíveis.
 

Para Christiano Vieira da Silva, Superintendente de Regulação dos Serviços de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a utilização de fontes renováveis de energia no Brasil já é uma realidade. “Nosso desafio é ampliar a utilização destes sistemas através de incentivos fiscais e simplificação de regras e regulamentações, trabalhando também na nacionalização tecnologias e na regulamentação de equipamentos”.

Newton José Leme Duarte, diretor da Área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) acredita no potencial energético brasileiro. “Somos o pais mais renovável do mundo. Somos o que a maioria dos países gostaria de ser. Temos potencial imenso para crescer na geração solar. E o pior sol do Brasil é melhor que o melhor sol da Alemanha”, destacou. Duarte chamou a atenção para o custo da energia no Brasil, onde um trabalhador que ganha salário mínimo precisa trabalhar 16 dias para pagar por 100kwh. No Canadá, um trabalhador que ganha salário mínimo trabalha apenas 1,6 dia pelos mesmos 100kwh.

Os ventos podem ser uma solução para a produção de energia no Brasil, conforme detalhou Elbia Silva Gannoum, Presidente-Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). “Somos um país rico em recursos renováveis, nosso desafio é administrar tanta riqueza. Temos desafios importantes no contexto atual, tanto no cenário político quanto no econômico, mas temos indicadores positivos para o futuro. Ao contrário da economia nacional, o setor tem investido e, no ano passado, crescemos 46%, com investimentos da ordem de R$ 20 bilhões. O Brasil, hoje, produz a energia eólica mais barata do mundo e, aqui no Brasil, só perde para as gigantes hidroelétricas. Neste cenário, temos que ter sabedoria para não inibir os investimentos nesta área de renováveis”, analisou. 

Fonte: 

Postado originalmente no Linkedin, por Max Marduque

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Mudança da unidade consumidora

Entenda quais são as diferenças entre a mudança da unidade consumidora no caso de um sistema solar instalado no telhado da sua casa ou empresa e no caso do aluguel de um lote.

Estados avançam em micro e minigeração distribuída com isenção de ICMS

Novos estados brasileiros adotaram a medida para incentivar a micro e minigeração distribuída solar fotovoltaica. A recente adesão da Paraíba, Piauí e Rondônia ao Convênio ICMS nº 16/2015, que autoriza os governos estaduais a isentarem o ICMS sobre a energia injetada na rede e compensada na micro e minigeração distribuída, é uma medida estratégica para incentivar investimentos na área e gerar novos empregos de qualidade nas regiões.

energia solar + distribuicao + cosol

A aceitação do três estados significa um progresso considerável para o País, na medida em que incentiva a adoção de sistemas de geração distribuída através de fontes renováveis. Neste momento, já são signatários do convênio 18 estados e o Distrito Federal, beneficiando cerca de 164 milhões de brasileiros, o que corresponde o mais de 80% da população do País. 


Das 19 unidades do Pais que aderiram ao convênio, 11 já publicaram decreto estadual que incorpora as vatagem à sua legislação tributária. Ainda está em fase de articulação junto aos governos estaduais a filiação dos oito estados que ainda estão de fora do convênio. Ao adotarem o Convênio ICMS nº 16/2015, os estados tornam-se mais competitivos no atração de investimentos, empresas e empregos de qualidade para a sua região. 

A redução de mais de 70% no preço da energia solar fotovoltaica nos últimos 10 anos e o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015 impulsionaram a micro e minigeração solar fotovoltaica no Brasil. O segmento registrou um crescimento superior a 300% no último ano, saltando de 424 sistemas instalados em 2014 para 1786 em 2015.

De acordo com os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Brasil registra na atualidade 4060 sistemas de micro e minigeração, dos quais 3981 são da fonte solar fotovoltaica, com 79% de uso residencial, 14% comercial e a restante empregado nas indústrias, em edifícios públicos e em propriedades rurais. 

A ANEEL projeta que a micro e minigeração terá um desenvolvimento de cerca de 800% em 2016. Os números já demonstram que hoje é mais acessível gerar sua própria energia elétrica, com um sistema solar fotovoltaico no seu telhado ou diretamente de um condomínio solar.

Referência: Investimentos e Notícias.


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Descentralização da geração de energia solar contribui para o setor no Brasil, diz especialista

Desde 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) tem voltado suas atenções para a criação de novas políticas que valorizem a produção de energia solar. Através da regulamentação de projetos de lei e auxílio da iniciativa privada, novos usuários dos sistemas fotovoltaicos podem se beneficiar com descontos em contas de luz e até isenção de taxas e impostos.

energia solar + geração compartilhada + cosol

Entretanto, muitas empresas – algumas delas, players de mercado – se mantêm contrárias à adesão dos novos projetos de produção de energia. Como principal justificativa, as organizações se apoiam na ideia de que o custo de infraestrutura tende a aumentar e sobrecarregar a conta de consumidores que não tiverem condições de instalar essa tecnologia.

Para Rodolfo Meyer, especialista em energia solar, o argumento usado não faz sentido. Em release oficial ele explica como a descentralização da geração de energia contribui para desenvolvimento do setor no país. “Esse é o argumento de algumas distribuidoras, que destacam uma taxa chamada TUSD (Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Distribuição), tarifa utilizada para investir na infraestrutura do sistema. Há um problema, no entanto: mesmo que você produza 100% do que consome e receba créditos pelo excesso produzido, ainda assim há uma tarifa mínima que pagará às distribuidoras, chamada de custo de disponibilidade. Além disso, a infraestrutura já está construída! ”, enfatiza Rodolfo.

Em relação à sobrecarga de custos, o especialista explica que isto não acontece: “Na realidade, a energia solar por si só é uma energia extremamente limpa e, conforme o modelo de geração compartilhada se expande – e aqui incluo também outras fontes como eólica e de biomassa -, tende-se a partir para um smartgrid, que é uma rede de energia inteligente, ou seja, uma rede elétrica melhor e mais sintonizada com o que vemos em países europeus, Estados Unidos e Austrália, por exemplo.”

Outro fator importante é a série de benefícios gerados através da produção de energia limpa para o meio ambiente. O fato de serem autossustentáveis, renováveis (diferentemente de gás, óleo e carvão) e de fácil manutenção são apenas algumas das características que tornam a energia solar uma solução consistente para o futuro do setor.

Rodolfo fala ainda sobre a geração de novos empregos no mercado energético, que, segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, acontece na medida que novos sistemas fotovoltaicos são instalados.

“Recentemente, a Associação divulgou que para cada megawatt de energia solar instalado são criados entre 20 e 30 empregos, o que resultaria na geração de até 99 mil novas vagas até 2018. Mas veja, eles consideraram apenas usinas de grande porte. Quando você analisa geração compartilhada, o potencial é ainda maior e bem distribuído, de forma que essas vagas não se concentram em determinada região, mas espalham crescimento econômico por todo o país”.

Fonte: Pensamento Verde.


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