empresa verde

Sustentabilidade energética para médias e pequenas empresas

Os custos da energia tendem o subir cada vez mais, podendo chegar, até 2020, ao acréscimo de pelos menos 9% ao ano. 

Evento em Sergipe mostrou para empresários as vantagens de utilizar energia solar

Empresários sergipanos participaram desta quinta-feira, 1º, do simpósio ‘Energia Solar como ferramenta de competitividade’.

Foto: Itawi Albuquerque

Foto: Itawi Albuquerque

O evento ofereceu palestras e mesa redonda, com o objetivo de debater o respeito das vantagens da energia solar, tal como modelo de economia. O propósito do evento, segundo os organizadores, é mostrar as vantagens do uso alternativo do sistema aos empresários. 

O superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Rodrigo Rocha, destacou que o intuito de toda empresa é reduzir custos. “No cenário em que estamos vivendo, essa é um excelente chance de economizar por meio da energia solar. Então, vamos discutir a viabilidade de implantação, quais são os caminhos, dificuldades, vantagens e benefícios, a fim de que as empresas entendam que esse é um recurso de investimento”, ressalta.

Rodrigo destaca também, que a utilização da energia solar proporciona uma economia de até 90% na conta de luz das empresas que utilizam o sistema. “Apresentamos essas vantagens aos empresários sergipanos, mostrando que essa é uma oportunidade de garantir mais economia para suas empresas”, diz.

O evento foi uma iniciativa do Sebrae, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), SergipeTec e  Universidade Federal de Sergipe

Um dos principais benefícios da utilização da energia solar fotovoltaica é a sua alta disponibilidade no meio ambiente, visto que o Sol gera 4 milhões de vezes mais energia que consumimos. Além do mais, este modelo não polui o meio ambiente, é gratuito, ocupa pouco espaço e tem baixa exigência de manutenção. O excedente gerado pode ser incorporado ás redes de distribuição, permitindo que o usuário acumule créditos que podem ser usados para reduzir a fatura do meses seguintes.

Apesar do crescimento registrado nos últimos anos, o Brasil ainda possui um longo caminho o percorrer no que diz respeito ao uso desse sistema. A energia solar fotovoltaica responde apenas por 0,02% do matriz energética nacional. Em Sergipe a situação ainda é mais grave, já que o estado é um dos pouco o não conceder isenção da alíquota de 30% do ICMS sobre o volume de energia produzido em uma residência ou ponto comercial.

Referência: Infonet.


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Mudanças climáticas e os sinais

Em paralelo com o consenso político o respeito da necessidade de agilizar o combate contra as mudanças climáticas, deve-se indagar também se o mundo econômico está verdadeiramente mudando rumo o um modelo cada vez menos emissor de CO2. Algum sinais mostram esse lado, outros não.

Conheça os sinais considerados positivos quando esse assunto é abordado:

  • Vigilância de emissões 
    As emissões do setor energético, que equivale a 2/3 das emissões mundiais, se estagnaram em 2015 pelo segundo ano sucessivo, com um aumento econômico mundial de 3%, confirmando o começo de uma segmentação das tendências.
  • Recorde de renováveis 
    Com 286 bilhões de dólares investidos e 153 novos gigawatts instalados, 2015 foi um ano recorde para as energias renováveis, principalmente nos países emergentes. As previsões para 2020 foram revisadas em alta. Representam na atualidade: 15% da produção de energia e 23% da produção de eletricidade.
  • Redução no custo da energia solar
    Por volta de 2009 e 2015, o custo da energia solar caiu 80%, tornando-se competitivo em relação ao gás e ao carvão em alguns países, como Chile, Emirados Árabes e Índia. O recorde de megawatt/hora solar mais barato pertence o um central de 350 megawatts (MW) de Abu Dhabi: 23 dólares.
  • Diminuição do gases HFC 
    A comunidade internacional decidiu em meados de outubro eliminar gradativamente os hidrofluorocarbonos (HFC), gases bastante nocivos para o clima, utilizados na refrigeração. Os países ricos deverão ter reduzido 10% de seu uso em 2019 e 86% em 2036. A China, predominante produtora de HFC, e a Índia, poderão começar mais tardiamente as suas transições.
  • 100% renováveis 
    Alguma cidades grandes lançam planos de atuação para se transformarem em territórios 100% renováveis: Barcelona aposta na solar e nas redes urbanas de calefação, Frankfurt possui um amplo programa de eficácia energética com renovação e novas tecnologias. San Francisco, San Diego, Fukushima, Copenhague e Munique igualmente estão nesse caminho. 
    Grupos como Apple e Ikea caminham no sentido de utilizar uma energia totalmente verde. O Google investiu mais de um bilhão de euros em energia eólica, solar e biomassa.
  • Finanças verdes 
    Os títulos verdes com o objetivo de financiar projetos de predisposição ambientalista estão em amplo crescimento: 42 bilhões de dólares foram reunidos em 2015 e, segundo a Moody's, 80 bilhões neste ano. 

Porém existem sinais que demostram que apesar das atitudes de luta contra as alterações climáticas geradas pelo inadequado uso dos recursos disponíveis no nosso planeta ainda falta muito e muito ainda precisa ser feito para regredir e evitar nossos prejuízos.

Vamos agora aos sinais negativos:

Crédito imagem: CulturaMix

Crédito imagem: CulturaMix

  • Muito carvão 
    Estão sendo construídos 350 GW de capacidades elétricas através do carvão, 930 projetos segundo a CoalSwarm, sendo cifras incompatíveis com o meta de 2°C de aquecimento do planeta. Na final de 2015, a Austrália deu aprovação à extensão de um mina da grande Rio Tinto.
  • Os fósseis subsidiados
    Anualmente, os subsídios concedidos a energias fósseis através de reduções fiscais, apoio à atividade petroleira, etc, chegam a 500 bilhões de dólares, segundo a OCDE e a AIE.
  • O ártico continua ameaçado 
    Apesar de que muitas petroleiras tenham renunciado as prospecções pelos preços muito baixos do barril, a Noruega concedeu em maio licenças a 13 companhias petroleiras.
  • Siderurgia e transporte marítimo atrasados 
    A siderurgia (7% das emissões mundiais) não reduz suas emissões há dez anos, e o transporte marítimo (2,8%) carece de um plano de ação.

Toda ação sustentável é válida e cada indivíduo precisa fazer a sua parte para acrescentar ao todo. Sigamos juntos! 

Referência: Em.com.br


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7 passos para uma pequena empresa ser sustentável

Postado originalmente no Linkedin, por Ricardo Voltolini

Sustentabilidade não seria um tema relativo apenas a grandes empresas. Nem sempre sustentabilidade exige investimento financeiro e sim boas inovações que nascem do desejo de fazer diferente. Na maioria dos casos, a economia de custos decorrente de processos simples de ecoeficiência compensa, de longe, eventuais pequenos investimentos.

Todos nós, indivíduos, deixamos uma pegada ecológica, é óbvio que as pequenas empresas também deixam as suas. O tamanho de nossas responsabilidades é exatamente proporcional ao alcance dos impactos que provocamos. Em apoio aos líderes de pequenas e médias empresas que se iniciam nessa caminhada de inserir sustentabilidade no negócio, ainda sem muita informação ou mesmo convicção, criei os “Sete Passos”. Vamos a eles:

PASSO 1 – SUPERE A INÉRCIA

Não resista à ideia de pensar no assunto. Elimine obstáculos mentais. Imaginar que não vai dar certo é a primeira forma de não sair do lugar. Achar que o tema não lhe diz respeito é a segunda forma. Lembre-se: sustentabilidade não é preocupação exclusiva de empresas grandes. É de todas as empresas. E também de todos os indivíduos. Porque todos geramos algum tipo de impacto a outras pessoas e ao planeta.

PASSO 2 – DÊ O PRIMEIRO PASSO

Implantar sustentabilidade, ao contrário do que se imagina, não implica fazer grandes investimentos. Requer, sobretudo, atitude. Se você dirige uma empresa pequena, seus impactos são pequenos. Logo, suas ações não precisarão ser grandes. Comece. Dê o primeiro passo. Os outros virão naturalmente, fortalecidos pela consciência de que trazem bons resultados.

PASSO 3 – IDENTIFIQUE OS IMPACTOS

O que sua empresa está fazendo hoje para garantir o direito das futuras gerações a ar limpo, solo fértil, água potável, clima estável e uma sociedade mais justa? Identifique os impactos que ela gera para o planeta e para a sociedade. Faça, por exemplo, como o Spoleto, há alguns anos, a rede de restaurantes criou o projeto Spoleto 21, promoveu mudanças no desenho e na operação das lojas. O fogão a gás foi trocado pelo fogão elétrico, com redução a zero do consumo de gás. Houve uma diminuição importante do uso de produtos de limpeza e, por tabela, de água. Cerca de 30 lojas/ano estão sendo construídas sob um novo formato. A lucratividade aumentou 7%. Os funcionários receberam aumento por conta das economias geradas. Inspir­-se também no exemplo, pioneiro no Brasil, da DryWash. Fundada em 1994 por Lito Rodriguez, ela foi a primeira empresa do segmento a investir no sistema de lavagem a seco. Vale destacar: uma lavagem normal consome 350 litros; a da DryWash, apenas 200 ml, gerando enorme poupança de água para o planeta, sem nenhum prejuízo da qualidade do serviço prestado ao cliente.

PASSO 4 – ...E REDUZA-OS OU ELIMINE-OS

Se a sua empresa utiliza energia, água ou papel, verifique como se pode economizar tais recursos. Se gera lixo, inicie um sistema de coleta seletiva. Se usa transporte, adote rotas mais econômicas ou combustível mais limpo. Ao contratar, prefira pessoas da comunidade, garanta direitos e um ambiente saudável e seguro, exija compromissos éticos dos fornecedores. Participe da vida da comunidade, estimule o trabalho voluntário, doe, prefira contratar serviços locais. Tome como exemplo o CEBRAC, uma escola de cursos profissionalizantes de Londrina, fundada em 2007. Ela criou uma iniciativa chamada ECO CEBRAC. Desenvolvida por alunos, gestores e colaboradores, seu objetivo é educar a população local para questões de sustentabilidade. Em um único ano, obteve como resultado a coleta de 289 litros de óleo, 800 famílias orientadas, 500 quilos de lixo recolhidos, 150 mudas de árvores plantadas. A ação faz sentido para o negócio da empresa, divulga a marca, estabelece relações com a comunidade e melhora o ambiente de negócio.

PASSO 5 – PRIORIZE

Depois do Passo 4, podem surgir dúvidas se a empresa tem porte, equipe e estrutura para abraçar todas as ações de uma vez. Provavelmente, não. Então, faça um plano. Priorize. Realize aos poucos.

PASSO 6 – EDUQUE OS SEUS PÚBLICOS DE INTERESSE

Implantar sustentabilidade é um ato coletivo. Exige mudança de mentalidade. Eduque funcionários para entender e participar das mudanças, incentive-s, premie-s. Compartilhe princípios com fornecedores e convoque os clientes. Boas ideias podem vir de todos os lados quando nos abrimos para elas. Destaco aqui o caso da Parmê, uma cadeia de restaurantes do Rio de Janeiro, nascida em 1972. Em 2011, ela implantou o projeto Consumo Consciente. Cerca de 2 mil funcionários foram treinados para economizar luz, água e gás; a coletar lixo eletrônico e óleo de cozinha. Clientes foram estimulados a entregar óleo de cozinha. Para tanto, investiu R$ 60 mil em novos equipamentos, no aperfeiçoamento de instalações e em prêmios a funcionários. Os resultados se mostraram muito positivos. A empresa recolheu 800 quilos de lixo eletrônico e 124 mil litros de óleo. Melhor: passou a economizar 30% em energia, 22% em água e 7% em gás, poupança que, no espaço de meses, pagou o investimento inicial.

PASSO 7 – COMUNIQUE O VALOR

Não deixe de comunicar o valor de suas ações de sustentabilidade para todos os públicos de interesse. Sustentabilidade melhora a autoestima dos funcionários. Cria boas relações com fornecedores. Desperta a simpatia dos clientes. Retém talentos. Melhora a imagem. Fortalece o ambiente de negócios. Mire-­se no exemplo da Topema (SP), fabricante de cozinhas profissionais, fundada em 1986. A sustentabilidade entrou em sua estratégia de negócio e abriu novos mercados. Para tornar os seus equipamentos mais ecoeficientes, criou um reciclador de lixo orgânico que reduz em 90% volume de lixo, além de gerar adubo orgânico. Patenteou uma coifa especial que diminui em 50% o consumo de energia elétrica, possibilitando menor emissão de Gases de Efeito Estufa, que aquecem o planeta. O seu novo sistema passou a ser implantado em redes como o Spoleto, o Burger King e o Bob’s.

Fonte: Linkedin.


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