potencial da energia solar

Primeira fazenda do mundo a usar água do mar e luz solar para produzir alimentos

Usando 23.000 espelhos para refletir a energia solar e água dessalinizada, a Sundrop Farms situada em Port Augusta - uma área de deserto na Austrália - tem inovadoras obras agrícolas.

Sem recorrer a pesticidas, sem a necessidade de contar com chuva, ou utilizar os combustíveis fósseis para alimentar sua fazenda de 20 hectares, o seu sistema está provando ser um show sustentável para o cultivo de alimentos em novas formas .

Enquanto as populações aumentam, a demanda mundial por alimentos consequentemente irá subir também. Embora o desperdício de alimentos precise ser controlado, uma vez que cerca de um terço de toda a produção de alimentos globalmente a cada ano é jogado fora, custando cerca de US $ 680 bilhões de dólares para nações industrializadas, e US $ 315 bilhões para os países emergentes, existem maneiras de criar mais alimentos de forma sustentável sem tributar os recursos do mundo.

Os três maiores obstáculos para o cultivo de alimentos livres de pesticidas para a maioria dos agricultores são água, terra e energia. Ao romper a nossa dependência desses recursos finitos, juntamente com práticas agrícolas tradicionais, mais alimentos podem ser cultivados para alimentar mais pessoas.

As alterações climáticas, grilagem de terras, secas, inundações e pestilência não são mais uma preocupação para os agricultores inovadores. A capacidade da Sundrop para continuar, apesar de condições meteorológicas extremas, já foi demonstrada algumas semanas atrás, uma tempestade causou estragos no Sul da Austrália. Sundrop Farms foi capaz de assumir o peso de ventos fortes e continuar as operações, apesar de um apagão em massa em grande parte da área.

Ao tratar a água salobra de Spencer Golfo e reutilizá-lo em uma estufa enorme forrado com papelão, Sundrop evita ter que depender de águas subterrâneas. Devastada pela seca os agricultores da Califórnia recentemente utilizado 15 litros de água para crescer um pequeno punhado de amêndoas, e água-use como este não é incomum na agricultura tradicional.

Ao tratar a água salobra, vinda do mar de Spencer Golfo e reutilizá-la em uma estufa enorme forrado com papelão, a fazenda evita ter que depender de águas subterrâneas. Devastada pela seca os agricultores da Califórnia tendo recentemente utilizado 15 litros de água para fazer crescer um pequeno punhado de amêndoas, essa parece ser a solução de onde encontrar água.

Utilizando vários espelhos para redirecionar o sol do deserto, todas as necessidades elétricas da fazenda é abastecida pela luz solar para assim crescer 17.000 toneladas de alimentos a cada ano. A empresa também não utiliza fertilizantes químicos, e sem pesticidas, uma vez que emprega insetos benéficos para destruir as pragas que podem prejudicar as colheitas. 

"Porque nós fazemos tudo em um ambiente controlado, nós sabemos quanto é os nossos custos de entrada, e nós estamos fazendo tudo em uma base renovável, podemos fornecer consistência real da oferta e um produto de qualidade superior em melhor rodada de preço no ano", disse Philipp Saumweber, presidente e CEO da Sundrop Farms.

Como se isso não fosse o suficiente para fazer cair o queixo, a fazenda ainda possui uma estação de crescimento por aquecimento do efeito estufa no inverno, com 39 megawatts de energia limpa adquirida a partir de energia solar durante todo o ano.

Embora a fazenda tenha custado US $ 200 milhões para a construção, os empresários acreditam que valeu a pena o investimento de longo prazo, uma vez que nunca vai ter que lidar com os combustíveis fósseis. Eles estão quebrando a dependência da agricultura sobre os recursos finitos.

Além da Fazenda australiana, uma fazenda de Tennessee está em obras em os EUA, e eles acabaram de concluir a construção de sua primeira fazenda Europeia em Portugal.

Esta é mais uma prova, de que não precisamos de alimentos com milhões de pesticidas cancerígenos. As fazendas orgânicas praticam técnicas antigas para aumentar o rendimento, e essa fazenda, em especial, usa a tecnologia mais recente e maior,  para provar que nós realmente não precisamos de nada mais do que um pouco de imaginação para alimentar a todos com um alimento saudável e sustentável.

Fonte: The Mind Unleashed


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Veja um excelente projeto de cidade solar

Postado originalmente no Linkedin, por Alexandre Arcanjo.

O desafio está lançado para Salt Lake City, que fica no estado norte-americano de Utah. A ideia é fazer com que a cidade utilize 100% de energia renovável até 2032. O local recebe cerca de 222 dias por ano de sol, o que faz dele um ótimo exemplo nos EUA para sair na frente quando o assunto é a substituição da energia elétrica.

O prefeito de Salt Lake anunciou uma parceria com a empresa Rocky Mountain Power, que irá abrir o mercado solar para operações governamentais, residencias e comerciais. Hoje, a cidade está mudando de 6% para 9% a faixa de energia consumida que é, de fato, de fontes renováveis.

Cidades solares

Diante da notícia, o HeatSpring, um veículo de publicação especializado em cursos e consultorias em energia solar e práticas verdes, listou 5 pontos interessantes para que empresas e comunidades pressionem suas prefeituras para agirem visando a um mundo mais sustentável e menos agressivo ao meio ambiente e à própria população, rumo a um planeta com mais e mais cidades solares por aí. Confira:

  • Fazer pesquisas sobre como o ambiente do município e o clima podem ajudar na geração solar e na substituição de fontes energéticas. Usar esses dados coletados a favor da causa já é um bom começo.
  • Destacar o custo-benefício da energia solar também é essencial, já que os valores dos equipamentos estão caindo progressivamente. Economia deve ser uma das palavras de ordem.
  • Juntar a comunidade e todos seus participantes em prol de uma visão mais holística dos pontos positivos do projeto, já que envolve não só o poder público e governamental, mas também famílias e empresários e comerciantes. Espalhar conhecimento faz diferença.
  • O volume de mídia positiva com certeza é um fator a ser considerado. Publicidade com viés sustentável e ambientalista brilha. E negócios locais e o governo podem fazer bom uso de imagem no investimento de energia sustentável. É bom para todos os lados envolvidos.
  • Isso tudo sem falar no potencial de crescimento da indústria e na geração de empregos. Energias renováveis estão ficando cada vez mais em evidência e a população já começa a observar a tendência. Por isso, enfatizar esse potencial de crescimento local da economia da cidade é, definitivamente, uma bola dentro.

Brasil e o projeto cidades solares

Vivemos em um país com pouca exploração da energia solar embora tenhamos capacidade de produzir 50 mil vezes mais que o consumo nacional de eletricidade, isso se abusássemos do sol para tanto.

O projeto Cidades Solares, que no Brasil conta com a parceria entre o Instituto Vita e Civillis e o Departamento Nacional de Aquecimento Solar, entidade da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento, vem tentando difundir o conhecimento sobre as tecnologias existentes no setor a fim de que as instituições públicas tornem a questão uma prioridade, especialmente para o uso do sol como fonte para aquecimento de água — os chuveiros elétricos são responsáveis por consumir 8% de toda a energia elétrica do País e correspondem a 30% dos gastos na conta de luz. O projeto vem tentando difundir o conhecimento sobre as tecnologias existentes no setor a fim de que as instituições públicas tornem a questão uma prioridade, especialmente, para o uso do sol.

Fonte: Solar Volt.


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O que levou a Tesla a comprar a SolarCity?

Nesta segunda-feira (01/08), foi confirmado que a Tesla e a SolarCity farão uma fusão das empresas, num um negócio cujo valor total é de US$ 2,6 bilhões.

tesla + energia solar + economia

Adam Sarham, CEO da 50 Park Capital, diz que Elon Musk, maior acionista das duas companhias, não possuia outra alternativa para salvá-las das enormes déficits que carregam em suas contas. No ano passado, a marca de carros elétricos teve perdas de quase US$ 900 milhões, ao passo que a companhia de painéis solares sofreu um rombo perto de US$ 60 milhões. Com a união, seria mais fácil administrar as instituições.

A nova Tesla terá como propósito ser líder no negócio de energia renovável, já que terá três produtos principais: painéis solares, bateria recarregável para aplicações pesadas e carros elétricos. O comércio de energia solar é bastante promissor e, o cada ano, os custos por watt gerado diminuem cada vez mais, numa proporção inversa a das compras de geradores por parte dos consumidores.

Os 30 mil funcionários da SolarCity irão se juntar à Tesla e o custo de aquisição de clientes para o negócio de painéis solares vai diminuir – a conta chegava a 30% do custo de instalação do produto propriamente dito –, visto que usará a rede de distribuição da Tesla com 190 pontos de venda. Através disso, Musk, o CEO da montadora, prognostica uma economia de US$ 150 milhões no primeiro ano, numa estimativa conservadora.

Para Zachary Shahan, que escreve para o Clean Technica e e dono de ações nas duas companhias, a Tesla vai auxiliar o propiciar mais visibilidade para os negócios da SolarCity, visto que esta era bem conhecida nos Estados Unidos, mas não em outras regiões do planeta. Para ele, a nova instituição é maior que o soma das partes, graças à sinergia o ser alcançada no negócio.

Fonte: Canaltech.

 


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Pesquisa da Unicamp mostra grande potencial de energia fotovoltaica no Brasil

Um estudo realizada pela Unicamp mostrou grande potencialde geração de energia fotovoltaica somente em reservatórios de hidrelétricas já existentes. São as chamadas usinas flutuantes, placas que ficam flutuando em lagos com o objetivo de gerar energia elétrica.

energia solar + flutuante + placas solares

Segundo pesquisa da matemática Karina Maretti Strangueto, realizada no Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp,

se for usado somente 8% da área completo dos reservatórios brasileiros é possível elevar em no mínimo 70% a geração de energia elétrica do país sem ter necessidade de construir mais nenhuma hidrelétrica. Os números se referem ao consumo de energia elétrica no Brasil no ano de 2014, que foi de 624 GWh. 

Este valor se refere ao uso de apenas 8% da área dos reservatórios, isto é, as placas ocupariam meramente 8% da superfície dos reservatórios. Se for ocupada o maior área estimada pela pesquisa, que seria 80% dos reservatórios, a produção de energia subiria para 4.443.326 GWh. É uma capacidade tão grande que representa 7 vezes o valor consumido no Brasil.

Para a pesquisadora Karina, não há dúvida, sobre o potencial da energia fotovoltaica. “Evidente que precisam ser superadosos problemas dos altos custos e estudados eventuais impactos ambientais, no entanto a análise deixa claro a importância de investir em tecnologias alternativas. Os dados mostram que a potencial desse sistema no Brasil é surpreendentemente grandioso”, afirmou ao jornal da Unicamp.

A pesquisa, orientada pelo professor Ennio Peres da Silva,

teve como sustentação o cálculo das 165 principais hidrelétricas brasileiras. Em cada reservatório, a pesquisadora adotou dois cenários em relação à ocupação de suas áreas pelo sistema: um baixo, prevendo a utilização de 8%, e outro alto, com uso de 80%. No Brasil, apenas 0,02% do matriz energética é de origem fotovoltaica. 

O sistema de placas inclusive seria complementar às hidrelétricas, que teria maior produção de energia na época dos chuvas, ao mesmo tempo que as placas poderiam suprir o nível do reservatório na estiagem, evitando comprometer o abastecimento de água.

Outro efeito das placas solares sobre os reservatórios seria a diminuição da evaporação, ao absorver parte da radiação solar. Uma questão importante e que precisa ser avaliada, no entanto, são os possíveis impactos ambientais. E isso precisa de testes e estudos. Por exemplo, conhecer a consequência dessas placas para a vida no lago, para a oxigenação da água, para os microrganismos, para os peixes menores  e toda a cadeia alimentar.

Fonte: Carta Campinas.


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O mapa da mina da geração fotovoltaica centralizada

Por Gabriel Konzen, analista da EPE

A EPE LANÇOU RECENTEMENTE UM LIVRO INTITULADO “ENERGIA RENOVÁVEL”. FUI O RESPONSÁVEL PELO CAPÍTULO DE ENERGIA SOLAR, E TENTEI TRAZER VÁRIAS INFORMAÇÕES ATUALIZADAS E INÉDITAS SOBRE ESSA FONTE. GOSTARIA DE COMPARTILHAR AQUI UM DOS ESTUDOS MAIS LEGAIS QUE A GENTE DESENVOLVEU E PUBLICOU NO LIVRO.

Todo mundo fala que o potencial fotovoltaico no Brasil é enorme. Mas quanto?Mais do que adjetivos, precisávamos de números. Em 2014, a EPE já havia publicado um estudo do potencial técnico da geração distribuída fotovoltaica no setor residencial, mas faltava um para a geração centralizada.

Com a ajuda do pessoal da Superintendência de Meio Ambiente da EPE, que é fera em ArcGIS, foram identificadas através de georreferenciamento as áreas aptas para a instalação de plantas fotovoltaicas no país, considerando algumas restrições.

Primeiramente, foram consideradas aptas as áreas com declividade do terreno inferior a 3%  e com dimensões superiores a 0,5 km², considerada a área necessária para instalação de uma unidade de cerca de 35 MWp. Na sequência, foram excluídas as áreas sob proteção: unidades de conservação, terras indígenas, comunidades quilombolas e áreas de Mata Atlântica com vegetação nativa, conforme a Lei nº 11.428/2006, que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma Mata Atlântica. Também se optou por excluir da análise áreas dos biomas Pantanal e da Amazônia. Adicionalmente, foram excluídas outras áreas com limitações de uso, tais como áreas urbanas e a hidrografia.

Das áreas aptas ilustradas foram descontados 20% do total, referente às restrições de uso impostas pelo código florestal, isto é, as áreas de reserva legal (RL) e as áreas de preservação permanente (APP). Por fim, foram excluídas as áreas com vegetação nativa, de modo a quantificar o potencial somente em áreas antropizadas, ou seja, onde já houve intervenção humana.

Em termos numéricos, a área apta antropizada resultante total, é apresentada na tabela a seguir. A potência FV foi estimada com base em um fator de 70 MWp/km².

Portanto, ao considerar apenas a faixa de melhor irradiação (6,0 a 6,2 kWh/m²), ou seja, a quinta-essência do aproveitamento solar no Brasil, apenas em áreas já antropizadas, estima-se a possibilidade de instalação de 307 GWp em centrais fotovoltaicas, com geração aproximada de 506 TWh/ano. Ou seja, cobrindo de módulos FV uma área equivalente ao reservatório da UHE Sobradinho seria suficiente para atender todo o consumo elétrico nacional. 

Em termos estaduais, a Bahia se destaca como o estado com maior área apta já antropizada, detendo também a maior parcela das áreas localizadas na faixa de melhor irradiação. Na sequência, também se destacam os estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

No entanto, cabe salientar que embora tenham sido valorizadas as áreas que recebem maior irradiação, praticamente todo território brasileiro é propício ao aproveitamento solar. Sabemos que mesmo as áreas com a menor irradiação do mapa são de mais elevada insolação que os melhores sítios da Alemanha, um dos países com maior capacidade instalada fotovoltaica.

Adicionalmente, ressalta-se que a escolha do local de um empreendimento não depende somente da irradiação do local. Proximidade de subestações, infraestrutura rodoviária e a existência de plantas em operação da mesma empresa, são alguns dos fatores que influenciam a decisão de onde empreender.

Portanto, as áreas apresentadas devem ser consideradas como indicativas, não se restringindo o potencial de aproveitamento a algum estrato de irradiação ou estado específico.

Fonte: Gabriel Konzen,