rio 2016

Seminário internacional sobre eficiência energética acontece dia 27, no Rio de Janeiro

O seminário internacional “O Papel da Eficiência Energética na Economia de Baixo Carbono do Brasil: Desafios para os Compromissos da INDC” acontece no Rio de Janeiro no próximo dia 27 de setembro - mesmo dia em que o Brasil apresentou seus compromissos voluntários de redução das emissões, há um ano.

Evento é gratuito e aberto ao público. Inscrições podem ser feitas pelo link: https://goo.gl/forms/BxcaEtVLeupZQZrh1

O Papel da Eficiência Energética na Economia de Baixo Carbono do Brasil: Desafios para os Compromissos da INDC”  é o título do seminário internacional que acontece no Rio de Janeiro no próximo dia 27 de setembro - mesmo dia em que o Brasil apresentou seus compromissos voluntários de redução das emissões, há um ano. 
 
O evento busca promover um debate sobre os potenciais da eficiência energética no Brasil e no mundo,  tanto no aspecto de contribuição para o crescimento econômico, como de redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa e contribuição para o combate ao aquecimento global.
 
As palestras e debates, que irão das 9h00 às 17h00, contarão com a participação de especialistas da Agência Internacional de Energia, da IPEEC-International Partnership for Energy Efficiency Cooperation, do BNDES, do Santander e da EPE, que está promovendo o evento em parceira com o iCS-Instituto Clima e Sociedade, bem como representantes do Ministério das Minas e Energia, da International Energy Initiative e da Climate Works Foundation. 
 
O seminário será realizado na Sala de Conferências da EPE - Avenida Rio Branco, 1/ 9° andar – Praça Mauá – Rio de Janeiro.  As inscrições podem ser feitas pelo link: https://goo.gl/forms/BxcaEtVLeupZQZrh1
  

Programa

09:00 ó 09:30 - Welcome Coffee e recepção
 
09:30 ó 10:30 – Sessão de Abertura
Representante do Ministério de Minas e Energia (a ser confirmado)
Luis Augusto Barroso, Presidente, EPE-Empresa de Pesquisa Energética – O Acordo de Paris e o Planejamento Energético Brasileiro
Ana Toni, Diretora Executiva,  iCS
 
10:30 ó 11:30 – O Cenário Internacional da Eficiência Energética
Brian Motherway, Chefe do Departamento de Eficiência Energética, Agência Internacional de Energia – Eficiência Energética e o Cumprimento do Acordo de Paris
Dan Hamza-Goodacre, Representante da ClimateWorks – Eficiência Energética no Investimento Filantrópico para um Futuro de Baixo Carbono
Perguntas e respostas
 
11:30 ó 11:45 – Coffee Break

11:45 ó 13:00 – A INDC brasileira e os desafios da eficiência energética
Ricardo Gorini, Diretor de Estudos Econômicos e Ambientais, EPE – A INDC Brasileira e o Papel da Eficiência Energética no Brasil
Benôit Lebot, IPEEC-International Partnership for Energy Efficiency Cooperation – O Papel e os Benefícios da Cooperação Internacional em Eficiência Energética
Perguntas e respostas
 
13:00 ó 14:00 – Almoço
 
14:00 ó 15:15 – Eficiência Energética: como o Brasil pode avançar?
Gilberto Jannuzzi, Diretor Executivo da IEI / International Energy Initiative –  Indicadores da Performance de Programas de Eficiência Energética
Jeferson B. Soares, Superintendente para Economia Energética, EPE – Tendências e Desenvolvimentos Recentes em Eficiência Energética no Brasil
Perguntas e respostas
 
15:15 ó 15:30 - Coffee Break
 
15:30 ó 16:45 – Instrumentos Financeiros para Investimentos em Eficiência Energética
Representante do  BNDES – O Papel do Banco de Desenvolvimento na Eficiência Energética
Linda  Murasawa, Superintendente de Sustentabilidade, Santander Brasil – O Papel do Investimento Privado na Eficiência Energética
Representante da ANEEL, a ser confirmado  – Recursos do Programa de Eficiência Energética e P&D
Perguntas & respostas
 
16:45 ó 17:00 – Encerramento e Comentários - Luiz Augusto Barroso
 
17:00 ó 18:00 - Coquetel


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Olimpíada traz o clima para o centro das atenções

O aquecimento global tornou-se enfim um fenômeno de percepção global nesta sexta-feira (5). Os organizadores da Olimpíada do Rio aproveitaram a audiência cativa de mais de 3 bilhões de pessoas na cerimônia de abertura dos jogos para dar uma aula de por que o planeta está esquentando, o que está em jogo se não agirmos – e mais ou menos o que dá para fazer a respeito.

olimpiada + sustentavel + rio + renovaveis

Foram cinco minutos de um vídeo produzido pelo cineasta Fernando Meirelles (Cidade de Deus), projetado na imensa tela na qual o piso do Maracanã foi convertido para a festa. Do degelo do Ártico aos recordes de temperatura deste século, do aumento do nível do mar à importância das florestas para o ciclo de carbono, estava tudo lá. Todas as mensagens importantes que os cientistas tentam entregar desde 1990, quando o IPCC (o painel do clima da ONU) começou a publicar seus relatórios, foram transmitidas na abertura, com forte impacto visual, para mais ou menos literalmente meio mundo. Foi provavelmente a maior audiência da história para a temática do clima.

“Então, uma versão da minha espiral de aquecimento global acaba de ser usada na abertura dos Jogos Olímpicos. Caramba”, tuitou o climatologista britânico Ed Hawkins, da Universidade de Reading, ao ver pela transmissão da BBC uma animação produzida por ele neste ano e que tornou-se a imagem climática mais compartilhada do mundo. O gráfico, em forma de espiral, mostra o crescimento das temperaturas da Terra desde a era pré-industrial até os dias de hoje, por conta das emissões de carbono causadas pela queima de combustíveis fósseis e pelo desmatamento.

O vídeo mostrou a conexão entre o uso de petróleo e o aquecimento, destacando que 15 dos 16 anos mais quentes já registrados ocorreram neste século. E trouxe as consequências do problema para perto da audiência ao mostrar projeções de aumento do nível do mar em várias regiões costeiras – Rio, Xangai, Amsterdã, Dubai, Lagos e Flórida – no caso de um aumento de temperatura de 4oC. Várias delas são praticamente engolidas pelo oceano.

A produção teve consultoria científica de dois pesquisadores brasileiros: o físico Paulo Artaxo, da USP, membro do IPCC, e o engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador do SEEG (Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa).

Segundo Artaxo, a opção foi por mostrar o chamado “aumento comprometido” do nível do mar caso as emissões de carbono não sejam drasticamente reduzidas até 2050. “Quisemos ir além de 2100 e mostrar o que aconteceria no longo prazo no cenário ‘business as usual’ [caso as emissões atuais sejam mantidas]. A mensagem é que precisamos agir”, afirmou o cientista. Segundo Artaxo, as projeções topográficas usadas foram minuciosas, baseadas em dados da Noaa (agência de oceanos e atmosfera dos EUA) e do IGBP (Programa Internacional da Geosfera-Biosfera).

Ao drama seguiram-se imagens da solução – ou ao menos o que os organizadores consideraram ser a solução: recompor florestas no mundo inteiro para sequestrar carbono. Imagens de reflorestamento na China, na Austrália e na África se sucederam enquanto as atrizes Fernanda Montenegro e Judy Dench (a M. dos filmes 007) recitavam em português e inglês o poema A Flor e a Náusea, de Carlos Drummond de Andrade.

A própria pira olímpica também foi pensada com um viés de proteção ao clima. “É a primeira pira híbrida da história das Olimpíadas”, brincou Meirelles num vídeo postado pelo comitê organizador. Ela é menor do que as piras dos Jogos Olímpicos anteriores porque, segundo o cineasta, a mensagem é de redução do uso de combustíveis. “Não fazia sentido a gente chegar na hora da pira e soltar aquele tamanho de chama.”

Atrás da pira, uma escultura do artista plástico americano Anthony Howe, que lembra o Sol e é movida a energia eólica, completa a mensagem: “Vamos fazer uma emissão de carbono pequenininha e vamos usar a energia solar e a energia do vento”.

Todos os atletas participantes dos Jogos plantaram sementes de árvore, que serão transplantadas para um futuro bosque no Rio. Vários atletas também têm aderido à campanha 1.5o C – O Recorde que Não Devemos Quebrar, organizada pelo Fórum de Vulnerabilidade Climática com parceiros como o OC, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o GiP (Gestão de Interesse Público).

Fica a mensagem de sustentabilidade como legado dessa abertura tão criativa e emocionante. Devemos estender essa atenção para a nossa vida cotidiana, agindo com as ferramentas que possuímos em busca de um mundo preservado. 

Fonte: Observatório do Clima.


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