A Tarifa Branca é uma boa saída para economizar?

FOTO: Lâmpada

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Entenda o que é e como funciona essa nova modalidade

A partir do dia 01 de janeiro de 2018, a ANEEL passou a ter dois tipos de tarifas para cobrar o consumo de energia elétrica. O consumidor agora possui o poder de escolher qual delas se enquadra melhor para seu tipo de consumo. Com a “Tarifa Branca” o consumidor paga valores diferentes que estão relacionados aos dias da semana e horários do dia. Porém, deve-se ter atenção com o padrão de consumo pois a escolha desta tarifa pode ser prejudicial á sua conta de luz.

Os benefícios da adesão dessa nova tarifa depende do perfil de consumo, é necessário que haja flexibilidade para direcionar o consumo fora dos horários de pico. A intenção dessa tarifa é de diminuir a sobrecarga das distribuidoras nos horários de pico e ociosidade fora desses horários. Porém resta a dúvida: Quando é vantajoso aderir á nova tarifa?

Consumidores habilitados para adesão da nova cobrança são aqueles presentes em áreas de baixa tensão ((127V, 220V, 380V ou 440V). Essas áreas possuem a denominação de “Grupo B” que possui as tarifas aplicadas apenas ao consumo diferente do “Grupo A” de alta tensão e com unidades consumidoras que recebem energia em tensão superior ou igual a 2,3 kV, nesses casos as cobranças são feitas com base no consumo de demanda variável. Para lhe ajudar, temos a seguir quais são as divisões dentro do grupo B:

B1 -  Residências
B2 – Consumidor Rural
B3 – Estabelecimentos comerciais e indústrias de pequeno porte
B4 – Iluminação pública

As datas para aderir a nova tarifa foram segmentadas de acordo com o consumo. A partir de 01 de janeiro de 2018, só poderiam aderir quem possuía consumo acima de 500kWh, a partir de 01 de janeiro de 2019 quem consome entre 250 e 500 kWh e após 01 de janeiro de 2020 quem consome abaixo de 250kWh.

O Funcionamento desta tarifa é feita a partir dos três períodos definidos*:
1 - ponta (três horas com maior consumo de energia da distribuidora – Exemplo 18:00 ás 21:00). Neste período o valor é mais caro
2 - intermediário(uma hora anterior e posterior ao horário de ponta – Exemplo 16:59 ás 17:59 e 21:01 ás 22:01). Neste período o valor é intermediário
3 - fora de ponta (todos os outros horários. Em feriados nacionais e fins de semana serão cobradas essa tarifa independente do horário de consumo). Neste período o valor é o mais barato e onde deve se encontrar a maior parte do seu consumo.
* Cada distribuidora define quais são os horários enquadrados nos três períodos, é necessário entrar em contato com a sua para descobrir.

Só será vantajosa a adesão para o consumidor que tiver flexibilidade para consumir mais energia durante os períodos de menor custo. Quando não houver essa flexibilidade, o consumidor está fadado a arcar com as tarifas praticadas. A única saída para estes consumidores que não tem tal flexibilidade é aproveitar a minigeração e utilizarem as vantagens da energia solar, sem custo inicial, baixa burocracia e de forma simples.

Os maiores vilões da conta de luz no horário de pico (ou ponta) são: o chuveiro elétrico, o ar condicionado e aquecedores, caso consiga concentrar seu consumo fora dos horários de pico, pode ser que se enquadre nessa nova modalidade. Abaixo deixamos uma demonstração gráfica de casos em que houve a diminuição ou aumento na conta de luz

(FOTO: ANEEL)

(FOTO: ANEEL)

Para a adesão dessa nova tarifa deve ser feita uma solicitação para a distribuidora que terá até 30 dias para fazer a mudança, entretanto a ANEEL ainda não informou o passo a passo. Pode haver uma cobrança de taxa para uma provável mudança no medidor que será custeado pela distribuidora. Porém, provavelmente acarretará num custo para o consumidor caso seja necessário fazer alterações no sistema resultando em reformas na casa ou prédio. Caso o consumidor se arrependa, ele solicita que a distribuidora faça essa mudança novamente para o modelo tradicional e só poderá solicitar a mudança para tarifa branca novamente após 180 dias.

Em resumo, hoje ainda não existem ferramentas gratuitas e de fácil acesso para lhe responder se você se enquadra neste novo modelo. Apenas sua conta e risco para aderir o novo modelo e poder sair dele com desconto ou prejuízo.

Fonte: Época Negócios