Tinta térmica criada pela NASA pode substituir o ar condicionado

Consumo de energia elétrica empregada para refrigeração pode cair até 60% em construções que utilizam o material em seus telhados.

Microesferas ocas de vidro são o "pulo do gato" da tinta térmica produzida pela WC Isolamento Térmico.

Microesferas ocas de vidro são o "pulo do gato" da tinta térmica produzida pela WC Isolamento Térmico.

Já ouviu sobre a tinta térmica? É a inédita tinta feita a base de água e microesferas ocas de vidro que e eficaz em controlar naturalmente a temperatura das construções e, deste modo, economizar energia elétrica que seria empregada para refrigeração dos espaços, funciona como um ar condicionado movido a energia solar. 

Os créditos são todos da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), que desenvolveu a tinta a fim de ser aplicada em aeronaves e tubulações, com o propósito de amenizar o calor dentro das estruturas. No entanto, a tecnologia chegou às lojas de construção dos Estados Unidos e se popularizou. Atualmente no mercado internacional a tinta térmica já é o mais barata das alternativas construtivas de isolamento térmico. 

O material pode ser aplicado em qualquer superfície, mas tem seu efeito potencializado quando utilizado em telhados, que são a parte da construção que recebe a maior incidência dos raios solares. Os telhados revestidos com o material reduzem em até 60% o consumo de energia elétrica utilizado para refrigerar casas, prédios, indústrias e estabelecimentos comerciais.  O produto diminui até 84% da radiação no telhado e entre 10 a 15% da temperatura por telha. Se o local for bem ventilado, a sensação térmica no ambiente interno se torna agradável, sem precisar de ar condicionado. O produto também atenua temperaturas baixas.

No Brasil, a tinta é comercializada pela WC Isolamento Térmico, de São Bernardo do Campo. De acordo com Walter Crivelente Ferreira, diretor da empresa WC Isolamento Térmico, o revestimento pode até mesmo tomar o lugar do ar condicionado. “Se o local for bem ventilado, a sensação térmica no ambiente interno se torna agradável, sem precisar de ar condicionado”, garante o fornecedor do material.

Mesmo ganhando espaço cada vez maior no mercado, a tinta não é reconhecida para os projetos de revestimento térmico. De acordo com Crivelente, as licitações públicas ainda exigem o poliuretano nas obras. No entanto, as Nações Unidas estão elaborando um regulamento para adotar materiais de revestimento mais sustentáveis, sem data para ser entregue.

O diretor da empresa fornecedora acredita que o brasileiro deve aderir à novidade. “As vendas por aqui ainda vão crescer”, afirmou Crivelente, que leva o serviço para muitas indústrias. A nova tinta tem propriedades semelhantes às convencionais e custa a metade do preço das espumas de poliuretano. O efeito térmico dura cerca de cinco anos e a aplicação pode ser feita pelos proprietários.

Fonte: Centro Sebrae de Sustentabilidade


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