Ucrânia quer construir uma central de energia solar em Chernobyl

O palco da maior catástrofe nuclear do mundo pode virar a maior fonte de energia renovável do planeta. Segundo reportagem publicada no The Guardian, o governo da Ucrânia está tentando desenvolver um projeto para transformar a terra devastada de Chernobyl em uma estação de energia solar com painéis fotossensíveis e térmicos.

Terra devastada pode virar fonte de energia renovável para a Ucrânia

Terra devastada pode virar fonte de energia renovável para a Ucrânia

O projeto faz sentido: a terra é abundante e barata: são 1000 km² evacuados e toda a construção ocuparia apenas 60 km². Além da terra abandonada e barata, estudos comprovaram que toda a instalação energética e elétrica da região permaneceram intactas. Nesta zona, crescem populações de animais silvestres e a vegetação tem-se tornado mais rica, mas, não há nada de útil para o homem, já que não pode caçar animais nem colher cogumelos, bagas e frutos, devido à presença de radionuclídeos. No entanto, um dos recursos de Chernobyl pode vir a ser usado sem problemas: a energia solar.

“A zona de Chernobyl tem um bom potencial como fonte de energia renovável”, afirma Ostap Semerak, ministro ucraniano da Ecologia.

Se tudo der certo, poderia ser gerado até 1.400 MW de potência, cerca de um terço do que era gerado pela usina nuclear da região antes do desastre de 1986. O governo ucraniano está procurando parceiros para financiar o projeto.

Existe um grande problema, porém: Chernobyl permanece inabitável e irá permanecer assim por séculos. Construir na área já é um risco de saúde, mas contornável. O problema é que esta estação precisaria de manutenção, por exemplo, e ainda não ficou claro se seria viável mandar pessoas esporadicamente até a zona de quarentena.

A Ucrânia, cujas centrais usam carvão e gás, está à procura de alternativas para reduzir a dependência de fornecedores externos. Uma solução poderia ser a criação de grandes centrais de energia solar, já que o nível global de insolação na Ucrânia é maior do que na Alemanha, que é o líder no uso de “energia verde” na Europa.

O projeto piloto é, para já, bastante modesto. Até ao fim de 2016, está prevista a criação de um complexo de energia solar na zona de exclusão, com uma capacidade de 4 MW. Se o projeto piloto for bem sucedido, pode vir a tornar-se um centro para criação de uma central de muito maior capacidade.

Fonte: Zap.


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