Economia colaborativa, uma saída na crise

o Brasil lidera o desenvolvimento da economia compartilhada na América Latina.

Imagem: empreendedor.com.br 

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Ricardo Pérez, é professor da escola de negócios espanhola IE Business School, especialista na análise de novos negócios digitais. Recentemente ele coordenou um estudo que analisou 107 empresas latino-americanas que trabalham com o modelo de economia compartilhada, onde as empresas usam a tecnologia para conectar as pessoas para trocar bens ou realizar serviços entre si. 

Das iniciativas analisadas, 32% foram fundadas no Brasil, que é a líder na área. O País é um do que possui a maior potencial nesse formato de negócios, e a crise econômica dá certo empurrãozinho.

Ricardo Perez. (Imagem: Divulgação/Exame)

Ricardo Perez. (Imagem: Divulgação/Exame)

O Brasil tem vantagem, segundo Pérez pois o mercado consumidor do país é grande e o número de usuários de internet e de smartphone também, favorecendo o surgimento dessas empresas diferenciadas. A maioria delas costuma seguir o modelo de empresas que já fizeram sucesso internacionalmente. É o exemplo da Voltem, que oferece serviço de aluguel de apartamentos, assim como o conhecido site americano Airbnb. No entanto, algumas empresas novatas buscam atuar em segmentos diferentes, como o de turismo ou energias limpas.

O modo como essas empresas buscam reaproveitar melhor os recursos subutilizados, é o que faz a economia compartilhada crescer mesmo em época de crise econômica.

A classe média tem procurado esses serviços, e não apenas para economizar. Nesse caso, há também uma preocupação com os impactos do consumo excessivo. 

Perez também comenta que os fundadores das empresas que utilizam o modelo de economia colaborativa se diferem dos tradicionais, devido a uma característica em comum entre eles, que é a preocupação com os impactos sociais e ambientais. Essa preocupação, na maioria das vezes, vem antes da busca por dinheiro ou por mercado.

Segundo ele a maior barreira enfrentada por esses empreendedores brasileiros é a regulamentação, muitas empresas oferecem serviços que até então não existiam e não sabem bem quais regras têm de seguir. A expectativa é que os órgãos públicos passem a taxar os novos modelos de negócios com o tempo. Isso já ocorreu com o Uber em algumas cidades brasileiras, por exemplo.

Referência: Exame


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