Brasil constrói primeira vinícola da América Latina 100% movida por energia solar

Instalada no município de Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul, a vinícola Guatambu Estância do Vinho ganhará um parque solar com 600 painéis fotovoltaicos que suprirão 100% da solicitação energética do empreendimento. O empreendimento garantirá ao Brasil a título de primeiro país da América Latina o possuir uma vinícola movida a energia solar.

Foto: Luiz Glasenlap Junior/Divulgação.

Foto: Luiz Glasenlap Junior/Divulgação.

O valor investido, cerca de R$ 1,3 milhão tem previsão de retorno em até oito anos. Além de economia da eletricidade, o projeto proporcionará diminuição de emissões e também devolverá à rede de energia sua geração excedente. Segundo acordo com Valter José Pötter, diretor e possuidor da vinícola, a utilização do sol como fonte de energia limpa não era a primeira escolha ao longo a concepção do projeto, no entanto se tornou a melhor possível economicamente. 

“Antes de construir, fizemos um convênio com o Centro Eólico da PUC para pesquisar a regularidade e intensidade dos ventos aqui na região. Depois de um ano e meio de pesquisa, veio o veredicto: vento médio. Em síntese, precisaria de uma forte investimento em geradores eólicos que demorariam cerca de 15 e 20 anos para se bancar. Na sequência, partimos para o projeto de energia solar. Instalamos uma piloto de 18 placas solares a fim de estudo e testes durante dois anos e meio e foi um sucesso”, explica.

O produtor destaca também que  a expectativa é ter uma economia de R$ 200 mil, anualmente, no que diz respeito aos custos com a eletricidade, e juntamente contribuir com a  geração de diversos benefícios socioambientais na região.

“Em primeiro lugar a questão ambiental é a mais importante, sem dúvida alguma. É um ganha-ganha: a empresa ganha e a sociedade ganha, pelo fato de não estarmos usando energia que não é renovável; o governo e as estatais também ganham, pois estamos ajudando a incentivar a produção de energia limpa no país sem a necessidade de investimentos por parte do governo federal”, diz Pötter. Ele completa: “Eu não tenho dúvidas de que o primeiro passo para qualquer investimento é experimentar. Eu não me animaria a fazer nada de uma forma rápida. Jamais instalaria 600 painéis, baseado em ‘achismos’. Nós testamos por dois anos e meio a prática e isso nos dá uma firmeza muito grande, uma solidez, na hora de investir com convicção de que se trata de um projeto viável”.

A vinícola possui também um sistema de captação de água do chuva, usada para o Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio e com o objetivo da rega dos jardins presentes no empreendimento. Uma parte do recurso também é destinado para uma estação de tratamento, construída nos padrões da Organização Mundial da Saúde, que gera 500 litros de água potável por hora. Nos vinhedos, existe ainda um projeto-piloto que visa estabelecer técnica sustentável e ecológica de monitorização de doenças fúngicas, através da utilização de micro-organismos que combatem naturalmente os fungos – sem a necessidade do uso de químicos. 

Palmas para a empresa!

 

Fonte: Web Rádio Água.


SIGA A COSOL NO MEDIUM: MEDIUM.COM/COSOL